Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

O TEMPLO

Mais do  que um  espaço  geográfico  ou uma construção, cada  sensitivo terá de entender o templo como sendo sua própria existência, e aquilo que acessa pelo fato de existir, assim o templo é antes um lugar em nós, ou que se faz pela nossa ação, será física, e infinito é o mundo físico, então  nosso templo  podem ser as paredes, o local,  o  onde  e  o quando. Mas  se  pensarmos o templo como realidade energética, então  o  templo incluirá  os  canais de energia, as coordenadas onde se situa, que forças magnéticas e elétricas cruzam  no local  e  se   encontram  e  que  realidades  encontram  facilidades  nele,  assim  também   ao   pensar   o   templo-eu,  o  templo pessoa e  incluir o  energético, pensaremos  em  como  circula  a  energia  em  nossos  canais  em  como se encontram em  se estão  abertos ou fechados,   ativos  ou  não. É   a   condição  de  nossos  plexos,  dos  meridianos, e  de  tudo  o  que pode ser acessado por eles.  Quando somos   físicos,  o  local,  o  material,   a  direção  do  ar  e  da luz, os objetos de poder e as firmações existentes  importam muito, mas quando   passamos   ao    energético   se   amplia  e   todos   os   aspectos    da  natureza   física    infinita   possuem   agora  uma  outra existência, e   as  criaturas que existem  no mundo  da energia,  o duplo-etérico, os fantasmas dos  mortos,   as   formas-pensamento, e  outros   aspectos   como  a projeção dos espíritos, dos  seres  e  das  criaturas possuem  nessa energia  condição de manifestação ou de precipitação. Um desafio para os  espíritas  e  para  os  práticos,  sejam  esotéricos ou ocultistas.

Além  de tudo isso, incluindo  o  nível  ou plano emocional e o outro formado pelos pensamentos, que devem igualmente ser conhecidos por  todos, um  é  o plano do desejo, das fantasias, das influencias da mídia, da sociedade e da educação, do  comportamento e  onde  a maioria   da  humanidade  hoje  se  encontra,  para  o  qual   o  corpo   é   o   executor  ou  através do qual as emoções e os sentimentos ganham   forma  e   casa.  Quem   comanda  os   sentimentos?  Pode-se    educar  o  sentir,   comandar  e  controlar? É   uma  etapa  da aprendizagem e o templo não se faz sem fundamentos e os corpos são suas sustentações e seus fundamentos, e o nível seguinte é dos pensamentos   que   originados  nas  necessidades  anteriores,  a  física,  a  energética,  a  emocional  pode  ser  por  elas controlado   e determinado, e  teremos  de  ser  mais  ou  menos  senhores  de  nossos  pensamentos, em como se originam,  como  se   conservam, o que  os   faz   mais  fortes  ou  fracos,   e   é  o  último   aspecto   do  primeiro   quaternário:   físico,    etérico,    emocional   e   mental inferior  (pensamentos),  a   eles   correspondem   os  planos   físico,    elemental,   elementar  e  humano, e os reinos mineral, vegetal, animal  e  humano. Avançando  ainda  mais  encontramos  os  planos  seguintes  cujos  comentários aparecerão ao longo dos textos, em artigos ou na  complementação das afirmações. O plano seguinte  é   o  plano   da  Consciência, há  uma  consciência  física, consciência energética,   consciência   emocional  e  consciência   intelectual, como   há  uma   consciência  de  si, do   que  se  assenta  sobre  estes quatro  corpos,   do  que  se  constrói  neles  e  por eles  e  que  os  conduz. A humanidade começa a se tornar consciente do físico, mas ainda  não é suficiente  para  determinar suas ações, o emocional é dominante e  sobrecarregado de tensões produzidas com a intenção de desviar   o  indivíduo  desta  percepção  do  próprio  poder:  afastar da  consciência  da  própria  existência, e a  partir daí se penetra cada vez mais  no  universo  íntimo  onde  a realidade  que  se constitui  é o plano da   alma, o anterior,  o quaternário  interno anterior, da   personalidade  é  o  físico, o energético, os  sentimentos  e emoções e  os  pensamentos. Agora  estamos  no  plano  da  alma,  cujo primeiro  aspecto  é   a  consciência   de   si,  isso   possibilita   que   uma   nova  e   mais  ampla   realidade  de  nós  mesmos  possa  ser percebida, é   essa  Presença  sempre  Presente, que  essa  Alma,  essa  Chama  Trina,  Ser  Interior,  Atman, Presença Crística, que  se desperta  com  os  fogos  sagrados, com  a   ativação  e o despertar dos chacras do astral e do mental...

O  discurso  esotérico  oculto  nas   grandes  religiões  é  fruto  do  efeito  da  presença  de   um  iniciado,  de  um  homem   ou   mulher especial,  porque   elas existiram, embora tenham  ficado  ocultas  no  longo  período de obscuridade,  da  qual ainda não nos libertamos de  todo,  libertação  essa  que  se fará  em  qualquer  lugar  onde exista  um  homem  e  uma  mulher interessados, não uma casa, nem muros,  nem  símbolos  rígidos, nem  dogmas, mas   a  busca  e  o  que  se  pode  alcançar  em  cada  momento  de  vida.  Erramos como humanidade   ao    querer  determinar  que   nossas  verdades   pessoais   devem   ser   as   verdades  dos  outros.  Afirmamo-nos   pelo exemplo  e   o que conseguirmos será nosso atestado, nosso tributo e nossa obra, nossa afirmação estará em como vivemos.

Olharemos  com  nossos  olhos  sempre, e o treino  para  mais é um desafio a ser adotado. O local que criamos em Porto Alegre é o que conseguimos  obter  sem  sacrificarmos  a ninguém  e  sem  apoios  e colaborações, como  um  espaço  para  a  experimentação, para  o contato com os seres, criaturas ou o espíritos, e principalmente para  o treinamento, para o despertar das faculdades internas, praticar a mediunidade  e  o  desenvolvimento  dos  centros  etéricos e centros  astrais  e  este  local inicialmente é na Rua Clóvis Beviláqua, 116, fundos  em  Porto Alegre, e poderia  ser  qualquer  local, como  se  fez  em Caxias do Sul, Passo  Fundo  e  em Sapucaia, no R io Grande do Sul.  Nestes locais,  a  partir  de  1990  em  Porto  Alegre,  a  partir  de  palestras  expositivas, dos   estudos  pessoais  de J. C. Esvael e  por   iniciativa do  mesmo  a  partir  das   orientações   das   “entidades   espirituais”   o   processo  de  construção  de  um  local  para experimentação  e  treinamento  de  médiuns  e   paranormais   no   uso  consciente de  suas faculdades. As atividades permanecem em Porto Alegre, e em Caxias do Sul, Rua Segundo Crosa, bairro Planalto, desde 1993.

Entendemos  que  se  houver  um  espaço predeterminando  como  devem  ser as práticas e os estudos, esse espaço estará de antemão limitando o produto a que se destina,  a  humanidade  e  a causa da verdade como tal, e que embora os esforços para que este limitador não exista, toda a instituição tende a se engessar no momento em que se organiza, pelos estatutos ou pela tendência humana.

Construir  em  movimento é  um desafio, revisar  constantemente,  corrigindo  rumos é ainda  mais desafiador. J. C. Esvael diz o local é o universo que nos recebe, o ventre  mágico onde  fomos gerados, somos  no  Cosmos, pertencemos   à  eternidade, e a ela em eternos ciclos de encarnações veneramos. Somos sempre, em cada dia da vida carregamos em nós tudo o que fomos, tudo o que somos, e  tudo o que conseguiremos ser. Não é amanhã, é o eterno devir.

Podem  os  praticantes  espíritas  estar  em  contradição  ao   criar um espaço   que   privilegie  o  atendimento ao invés da investigação sobre os agentes que possam  interagir  com  o  problema, tanto  na  sua  origem  como  no  seu  agravamento  e  essa  situação  ocorre normalmente,  concorrendo  para  a mesma os envolvimentos anteriores  e  as  vidas  passadas,  cujo  resultado   é  o  carma. Nenhuma vida  é   expiação  ou  punição,  não  há  o  agente  punitivo,  mas  as  probabilidades  e  possibilidades   contidas  nos   desdobramentos, nas  encarnações  simultâneas   e   isso  entre  outros  aspectos, podem  responder  nos  atendimentos  mais  que o problema menor da condição social e econômica. Um espaço para a discussão e a experimentação da realidade interior.

Construir o  conhecimento e  a avaliação da situação vivida, incluindo  as criaturas, seres   e   espíritos   relacionados   às  situações que esteja  sofrendo  a intervenção  dos  médiuns. O que comprovou na  observação  profunda  de  todos  os  atendimentos  é o fato de que há  uma  relação  de  criaturas  e seres  interagindo, tanto  de  parte  do  atendido  como  no  atendente e a partir desta constatação se concluiu  que o  processo espírita  é mais amplo que as literaturas existentes e as correntes e  linhas  doutrinárias  permitiam  antever, somente  o  caminho  da  investigação  poderia  trazer  as  respostas  para questões  de  há  muito  enunciadas:  a  natureza  interna  do homem e a existência de uma realidade extra-física que hoje denominamos de dimensional, ou antes de multidimensional.

Nos  espaços  existentes  se  pretende   o   permanente  estudo  sobre  as  faculdades  internas  do  homem, suas relações, implicações e utilização em benefício da condição humana.

A  presença  do  mundo  espiritual  não  pode  ser  desconsiderada, e  sim entendida, o enfoque na mediunidade permite que a condição do homem comunicante ocorra não apenas entre pessoas, mas igualmente com entidades e seres extra físicos.