Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

FILOSOFIA

A construção do conhecimento no mundo contemporâneo privilegia o intelectual e a memória, e o esforço de Gardner e sua genialidade nos permite hoje discutir com   bases  mais  profundas  sobre  a  inteligência. Antes  desde  Freud  e  seus  contemporâneos, psicólogos  experimentais, que  a  questão   da  consciência é discutida.

Quanto de consciência?

O  que  pensamos  é  produzido  onde? Para  muitos indivíduos  ainda  hoje  o pensamento prova a alma e deus, afirmam. As faculdades internas não fazem parte deste processo, é  o  racionalismo  que  ou  é cartesiano ou é newtoniano, ou especulativo ou experimental, e todas  as correntes que aproximam  de  um  ou outro processo. E, embora   as  obras, que   entendemos   decisiva   destes   autores, os religiosos, e o mundo atual, permanecem  ignorando  seus questionamentos. Quando conhecemos  o  espiritismo, o  entendemos  ainda mais  revolucionário  que  a  obra  dos materialistas, dos  críticos  do  capitalismo e talvez aí resida a origem da resistência que até hoje ocorre. 

Reflitam conosco: 

Se existem espíritos o que é a morte física?

Onde realmente existimos?

De que é feito o corpo do espírito, e quando nos construímos como um espírito autônomo, com poderes como um orixá?

Qual de nossas atividades corresponde ao espírito e qual corresponde à personalidade, são a mesma coisa?
Como entendermos e aplicarmos isso na vida diária?

Lendo  Gabriel  Delanne,  fomos  levados  a  uma  questão  ainda  mais  determinante  e que alterou completamente os rumos de nossos estudos:

“Assim   como  em  certas   pessoas, consegue-se    fazer  renascer  a  memória  de  acontecimentos  de  sua  vida  atual,  inteiramente desaparecidos  da   consciência  normal,  do   mesmo  modo,  poder-se-á,  por  vezes,   penetrar  até  as  profundezas  desses  arquivos ancestrais, que, a justo título, será possível qualificar de memória integral.”

O   que   segue   é   ainda  mais  instigante,  pois   partindo  da   confirmação   da  existência  de  estados  de  consciência,  e   graus  de consciência,  inconsciência  e  subconsciência,  e  partindo das EFC, Experiência  Fora  do  Corpo, mencionadas e praticadas em diversas escolas, e que devem originar reflexões ainda mais complexas  sobre  a  natureza  do  homem,  pela  qual  ao  se  sentir  fora  do   corpo físico  e  realizar  a  observação, o  que qualquer indivíduo  pode o indivíduo desdobrado “vê” o corpo físico adormecido, o que prova  de algum  modo  que  a  consciência  não  está  no  cérebro  físico, nem  é  física, e q ue ao se manifestarem os “espíritos dos mortos” não lembram  o   que  foram ou o que fizeram, permanecendo  presos  a algum fato ou situação emocional, ou ainda às relações vividas com o  agora  existente,  isso  não  apenas   confirma  as   colocações  dos  espíritas   europeus   sobre  a  memória  contínua,  mas  também as    afirmações    de   Freud    nos   levando  a   concluir   que  na   condição  de   espíritos  permanece  a   existência   dos   estados   de consciência  que  se construíram em vida. A reflexão seguinte é  origem   de  experimentação  progressiva  anos  a  fio, a de que se era possível  fazer  uma   regressão  de memória  no espírito se utilizando de  um canal, o de um médium, com  o  que   se  confirmaram  as suspeitas  e alteraram completamente os fundamentos de modo a que o “espírito” passou a ser considerado uma entidade  humana em outra condição  dimensional  e  em nada  menos  importante  que  aquele apoiado em sua própria emanação ou vida, em outras palavras estando como espírito ou como pessoa a atenção seria as mesmas.

Que a  inconsciência registrada nos vivos sobre a condição ecológica,   psicológica,   emocional  e   o  próprio   funcionamento  e estado, de  alguma  forma  permaneciam  nos  mortos,  com  um  agravante  para  os  vivos  de  que  os  mortos  podem  rapidamente  perceber a  própria  condição, e  ainda  absorverem  os  conhecimentos  através  do  cérebro  físico  do  médium,  enquanto   o   próprio  médium precisa  condições  emocionais,  disposição,  vontade,  consome   tempo e energias para adquirir a mínima consciência de si.

A  regressão  de memória nos espíritos foi aplicada com êxito e assim obtivemos informações sobre fatos, cultura e acontecimentos do passado  da humanidade  e  deles  mesmos. Em  algumas  situações  chegamos  ate  as primeiras vidas na Terra, aos fatos da existência anterior   à   condição   humana,  provando   a   existência   do  “espírito”   nos   reinos   animal  e   vegetal  e  com  isso  a  evolução e o evolucionismo  ainda  mais  do  que  as  afirmações  científicas  existentes. E  foi essa base que removeu parte dos conceitos ocidentais sobre a existência e nos colocou diante de novos desafios na construção do conhecimento.


Como  os  egípcios, sem  telescópios  ou  lunetas,  obtiveram  informações   sobre  o  cosmos e  estrelas, e  com  isso  construíram suas mitologias, que não eram o totemismo que alguns autores, desinformados, conscientemente ou não, afirmam em seus  precários livros de história, ou melhor, de estórias.

Todos  os  autores de todos os tempos, conhecidos de alguma forma dão sua contribuição para a humanidade, mas se evidencia aqueles mais atuais  a  partir da segunda  metade  do século XIX, a partir  de Freud, Mannheim e Nietzsche, sem os quais ainda estaríamos nos debatendo em conceitos simplórios, e a eles, no espiritismo a inestimável contribuição e colocações de Gabriel Delanne e Paul Gibier.