Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

Comentário sobre a mediunidade - 1

O s texto que  publico no facebook  tanto  sob  meu  nome  como  na Ordem da Confraria, tem como conteúdo e tema o esoterismo e o espiritualismo,  mas  sempre  em  todo  o  meu  trabalho  a  questão  da  mediunidade e do desenvolvimento interno que considere essa condição  é  essencial,  posso  definir  a  mediunidade  agora, nesta  como  sendo as antenas para o mundo, permitem o contato, outras apreensões das realidades que nos rodeiam e com isso alimentar o processo cognitivo com outras informações. Deixar de desenvolver é grave, não entender a importância de seu desenvolvimento, representou um retrocesso desde o século dezenove, quando Blavatsky e a Sociedade  Teosófica  abriram  o  caminho,  bastava  unir  aos  experimentos  acontecendo  em  França.  Não  foi  o  que  aconteceu. Os acontecimentos  políticos  e  econômicos  dominaram os interesses e determinaram o foco dos acontecimentos, mudam-se os critérios da riqueza das nações, surge a riqueza pessoal e isso muda tudo.

Nossas  instituições  educacionais  não  possuem  compromissos  com  a  verdade e com o SER como condição humana, o que quer dizer compromisso com a verdade humana, e sim com o meio que a sustenta, que a financia, que a patrocina. Assim a instituição educacional e  estive  em  passagem  por  quatro  instituições  superiores  em  Porto  Alegre, e  em  todas  criei  uma aproximação silenciosa com os professores  em  diversos  níveis,  não  poderia  dizer  quem  era, embora  não  ocultasse,  mas  eles  eram  em  geral  funcionários  das instituições e não funcionários da cultura. Seu compromisso terminava no contrato e no gerenciamento imposto. 

Fica  a  questão,  excluída  da  mídia,  de  quem possui compromisso com a humanidade futura e quais conhecimentos são essenciais ao homem?  Afirmo  sem  nenhum  tipo  de  dúvida  que  a  educação  ou  atende  as  necessidades  internas  ou  não pode ser chamada de educação,  pois  tem  d e construir  o  indivíduo  sobre  o  qual  incide e não condicioná-lo a esta ou aquela função social ou necessidade política, o  que  ocorre  na  construção  das  leis  do  comportamento  voltada  para  a sujeição e a submissão. Em quase todo o processo observado  a   mediunidade   continua  sendo  um  tabu,  embora  sejam  quase  vinte  anos  desde  que   escrevi  "Teoria  e  Prática   da Mediunidade"  com  a  finalidade  de  facilitar  a  aceitação  da  mediunidade,  sua  prática  não  foi  suficiente  para  que  construísse  a compreensão  na  maioria  dos  médiuns de que é preciso separar do religioso, e adotar a mediunidade como condição humana. Quais as implicações  do  não desenvolvimento. São questões atuais e não entendo como os cursos de desenvolvimento não estão lotados. O que pensam  que  seja  o desenvolvimento, como pretendem se desenvolver ou não pretendem? Como convivem com a própria mediunidade pois há o problema de como conviver com o parceiro ou com o familiar que é médium? 

Este  texto  não  é um comercial, mas que é preciso uma decisão e um convencimento àqueles que necessitam e ainda duvidam, quando os  únicos  perdedores  são  eles  próprios,  ao  reduzir  o  tamanho  de seu universo de conhecimento e de apreensão, ao reduzirem sua existência  aos  sentidos  normais  quando  o  caminho  e  a  educação  devem  conduzir  o  homem  à  diferença  e a que possa viver sua plenitude.

Encontrar  as  sessões  de  alguns  centros  espíritas,  do  kardecismo  à  quimbanda,  e  milhares  de  clientes de diferentes religiosos e praticantes  pode  nos  confundir,  pois  eles  de  alguma  forma  pretendem  se  beneficiar  da  "suposta"  existência  dos espíritos, das divindades e das criaturas extra-físicas e em momento algum param para questionar de sua própria existência como espíritos, e de sua natureza  interna, tanto  a matéria como a essência de sua constituição. Aprender como a educação é um desafio da modernidade, mas pode  ser  decisivo  para  o  futuro  determinarmos  agora  qual  educação  e  qual  desenvolvimento  precisamos. Investi muitos anos na tentativa  de  criar  meios  e  processos,  ampliar  os  existentes,  ciente  de  que  a  crise  da  contemporaneidade  somente poderia ser enfrentada  pela  condição  pessoal  e  esta  pelo  desenvolvimento  e  educação da condição estética, da condição cultural e da condição mediúnica  e o que assistimos hoje contraria essas percepções, a maioria das pessoas foi colocada na condição de grupo e tratada como população,  reduzida  a  individualidade  ao  coletivo  e  com isso o estético quase foi suprimido, diminuindo-se a necessidade da cultura mais  profunda  e  qualificada e excluindo o desenvolvimento mediúnico. Pode-se mesmo "existir" com mínima consciência de ser, se é que  se  pode  chamar  a  isso  de  existência,  se  é  que  se  pode  chamar uma atividade tão reduzida, de existência. Cabe aqui lembrar Bismarck,  "Não  há  humanidade, existem  homens",  querer  reduzir  os indivíduos à comportamentos politicamente corretos pode ser comprometedor  a  humanidade de modo irreversível. Já tivemos uma Idade Média, é como se repetíssemos erros cometidos e o avanço da humanidade enquanto indivíduos é a passos lentos e comprometedores. jce-240312

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