Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

Comentários e resumos do livro Instruções Diárias

Uma  das  maiores dificuldades do período recém-findo (pag. 381, Instruções Diárias) em que o elemento do período no quaternário é o Fogo, o  elemento  do  Signo  é  a  Terra,  e  os elementos  ocultos  o Ar e a Água, é que temos de refletir no Zodíaco como parte de um sistema  de desenvolvimento, um sistema de orientações, pelo qual refletimos em nossos pontos frágeis, corrigindo comportamentos e ações e  estabelecendo  o equilíbrio. O Zodíaco é um sistema complexo de desenvolvimento e não um processo adivinhatório, o sistema complementar é o  Sistema  da Águia. Não é sem termos observado longamente que afirmamos que o período é de fortalecimento e de meditação. Os chacras são o dos joelhos, para os maçons e os esotéricos é um período de profunda reflexão, mas seguimos em direção aos centros das pernas, e a reflexão vai sendo alterada.

O sentido da  palavra equilíbrio muda indo além da questão simples da atitude e do comportamento, significa o equilíbrio sobre as vidas e as mortes. Registro  esse  que  está  nos  chacras  dos  joelhos,  guardado  por um dos anjos mais importantes e veladores dos corpos internos. Por essas  afirmações  podem concluir, saibam ou não que todos temos entidades que respondem por nossos corpos internos, incluindo  os chacras do etérico,  os  plexos,  e  os  chacras  do  corpo  astral, chegar a essa compreensão é um dever de todo o espírita, independente da corrente ou linha teórica adotada, existe um saber maior que precisa ser aceito.

Caminhar e se equilibrar sobre as mortes " como se andássemos com um caixão entre as pernas", é um simbolismo correto, pois Omulu é  o  orixá  do  período,  ainda  que  muitos  dos  esotéricos  tenham  dificuldades  com  essa  sabedoria  oculta que não está nos livros e entendemos  que precisa ser desvendada lentamente, são as chaves que ligam as religiões, que está na antiga magia iorubana, uma das cinco  correntes  africanas,  mas  a  mais  conhecida.  Omulu  é  o  senhor  da  vida  e da morte, coincidência? Não, é a base comum das religiões  da  Índia, Egito, Tibete, África antiga, que os comprometidos historiadores alteraram ao longo do tempo. É até onde podemos chegar. mas  no livro há  mais: "este é um período astrológico delicado, os pontos chave na passagem das energias que sobem da terra, passam  pelos  pés,  pernas  e  chegam  aos  joelhos. Os primeiros apontamentos sobre esses chacras foram obtidos pelos sensitivos da Ordem.  Neles  estão  os  registros dos nascimentos e mortes, no que se reflete no signo e o equilíbrio naquilo que construímos com as encarnações.p. 381.  Atentem  para a prática de conduzir as energias para cima que é um ato da vontade, usem as mãos em massagens, e exercícios como colocarem  as pernas para cima, corrigindo a circulação, exercícios físicos que alternam com período de repouso e de ampliação da imaginação. Tanto exercícios aeróbicos como  todo o contato com a água é benéfico neste período, e ainda mais o contato com  as  forças  da  natureza,  dos  vegetais  e  dos  seres da mata. Quando puderem façam esses contatos e as meditações próprias do período.  Saliento na obra o aspecto cultural que determina comportamentos, um dilema dos capricornianos: a culpa e o fato de remoer as situações vividas, crendo que poderiam ter sido diferentes, que poderiam ser outros os resultados das ações. A culpa é um problema de muitos que foram  educados  assim,  com  a  predisposição para um julgamento punitivo das próprias ações. Limpem suas mentes de toda  a  ideia  de  culpa,  somos  o  que  conseguimos, viver  além  exige  um grau elevado de amor e de confiança na própria existência, contrariando  todo  o  meio  social,  de sujeição e submissão, a aceitação de si é acima de tudo compreenderem a importância diante da existência,  o  que  está oculto em cada dia é uma oportunidade de aprendizado e de realização. Quando há aprendizado toda a situação é de alguma forma de ganho, e a sabedoria uma possibilidade para cada um. JCE, 09 de janeiro. 

Para um  sensitivo  algumas  questões são essenciais e pertinentes: Por que sabendo da existência dos plexos e chacras o indivíduo não se decide  pelo  desenvolvimento  e  pelo  despertar  produzido pela ativação dos mesmos? O que impede essa decisão, o que temem? É uma  questão  tão  decisiva  quanto  saberem  da  existência  da  força  kundalini, do plano espiritual e insistirmos em viver com a parte menor de nós mesmos. Será o peso de anos de condicionamento e de educação voltada apenas para o material? Ou  será o peso cultural de  não  termos certeza na  própria existência  e  aceitarmos o discurso montado e depois termos de reconhecer o engano e não termos nem  coragem  nem  dignidade  e  preferirmos a superfície á profundidade. O que se esconde em cada dúvida e em cada repetição, pois nos  repetimos,  sem  que  um  dia  se  suceda por outro melhor. Avançamos sim, estamos mais perto do que ontem, sem dúvida, mas a questão é  o  que  este  momento  reserva  e pode estar sendo perdido. Pode ser que estejamos deixando escapar uma oportunidade de vida e de crescimento. Haverá amanhã, mas que ou qual amanhã e para quantos de nós, para quantos de nós o amanhã é hoje!

O  período de Aquário, regido por Oxalá entre os orixás, nos leva a refletir sobre o elemento ar, sobre o movimento, sobre a direção de nossos atos  e  sobre  nossa  produção,  logo  estaremos  iniciando  um  novo  ano  astrológico  e  uma  nova  viagem dentro de nós será realizada,  quais  sonhos  temos  tecido  para  cada  momento  ou dia seguinte e até para as vidas seguintes que teremos, ainda será na Terra! Quem dos nossos poderá ser percebido e de quantos estaremos mais perto, seremos capazes do contato, de darmos seguimento a alguma  coisa  iniciada  nos  longínquos  tempos  de  nossa chegada ao planeta? Aquele que sabe de si tem a firmeza e a paz. Erramos, muita  vez nos precipitamos, cometemos falhas, sim, mas ousamos seguir, Parem para refletir nos sonhos que os animam e tornem-se conscientes  das  direções  a  que  eles apontam. Numa viagem os planos e sonhos podem ser determinantes, nos aproximando mais ou menos daquilo  que  viemos  realizar  nessa existência. A reflexão do período é da direção de nossa caminhada individual, estamos mais perto ou mais longe de nós mesmos? 

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