Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

Comentários sobre espiritismo 1

Escrevi  dois  livros direcionados para médiuns e com a intenção de remover as dificuldades que alguns enfrentam ao lidar com seres ou criaturas,  não  tendo  conhecimento  sobre  os  mesmos  e gerando  confusões  em  geral de ordem  conceitual  ou  moral,  visto  que o processo  religioso  tem  se  revestido  do  caráter da moralidade, um dos afundamentos do islamismo, do catolicismo e do judaísmo e é claro que o leitor, já  se  apropriou  do conhecimento necessário sobre as religiões do mundo e sobre a história das religiões, um estudo tão necessário quando o de História  Comparada  ou de  Geografia Humana, isto posto comentamos que sem um mínimo conhecimento de história teremos enormes dificuldades para nos situar no tempo e no espaço em que  ocorreram os fatos da sociedade e da evolução humana. Contrariando a necessidade da visão histórica as escolas "ensinam" história por datas e fatos isolados e não em sua associação com o movimento  social  e  a evolução  gradual do homem, conhecimento este que nos permite situar no tempo e sem o conhecimento da Geografia, nem no espaço; associando os dois conteúdos poderemos nos situar no tempo/espaço em que tudo ocorre.  A religião faz a mesma  coisa,  tem  um  início,  meio  e  fim, mas  se  afirma c omo sendo sempre existente de tal modo que seus adeptos raramente conhecem sua construção ao longo do tempo. Nem os começos, nem os desdobramentos e menos as implicações. 

E  sobre  as  implicações  que  falaremos  hoje,  o  livro "Crescendo com a Mediunidade", é um livro síntese, com poucas páginas, 213 ao todo,  procura  conduzir  o  leitor tanto  às reflexões,  como  nas  práticas com a finalidade de que ao se deparar com manifestações de "espíritos", e espíritos entendemos que sejam humanos, possam  lidar  sem  constrangimentos  com  o  que essa manifestação termine exigindo. É  preciso  que  os  senhores  lembrem  que  o  espírito  está  preso  numa  forma  construída  durante algum momento de sua evolução como ser humano, sejam eles fatos históricos, sociais, movimentos culturais e até suas crenças. O contato com os espíritos é uma experiência  rica  e  contém  a  possibilidade  de  que  o  médium  que  o  canaliza  aprenda  sobre  a evolução humana. Sentir-se-á transportado  para  outras  épocas  e  locais,  de  alguma  forma  é  como  se  nada  houvesse  passado,  e  raramente a criatura adquire compreensão  sozinha, contrariando muito daqueles que afirmam bastar o perdão ou o arrependimento, observemos que o livro "Nosso Lar"  apresenta   a  história  de  um  médico  que  leva  oito  anos  para  adquirir  consciência  de que está morto e leva outro tanto para conseguir  adquirir  comando  de  seu  novos  corpo  de manifestação. E essas virtudes existiam quando em vida, não sendo exercidas e aceitas  culturalmente  criava  um bloqueio cuja origem estava em seu pensamento limitado ás crenças e o tipo de educação recebido. É assim que  percebemos  seres  humanos  em  sua  condição  espiritual  presos  em  rituais,  em crenças, em dogmas e nas mais diversas condições, fora  do  alcance  dos  trabalhos direcionados para o indivíduo presente e raramente para o entendimento sobre o que existe e menos  sobre o que ocorre num outro processo espírita como o Umbanda ou o Candomblé, como se não existissem espíritos humanos se  manifestando nesses  rituais, seja porque podem interagir com os crentes , os adeptos ou aqueles que buscam esses terreiros e ilês para o auxílio...  do  mundo espiritual. Deixar de lado a manifestação de espíritos de outras raças e povos pode incorrer num grave erro de interpretação  sobre a  evolução  humana  e é  sobre  isso  que  escrevi  o  livro  mencionado,  para  que  os  preconceitos e os medos pudessem ser removidos.  Não  há  razão  para  esse  terror  e  o  que  termina  acontecendo é que os médiuns e adeptos do espiritismo terminam  indo  até  outras  casas  em  busca  de  compreensão  para  suas manifestações não aceitas, e podem, pelo desconhecimento terminarem  s e envolvendo  perigosamente  em  rituais  para  os  quais não  possuem  preparo. Não há perigo nem no aprendizado e na leitura, como não há perigo nas manifestações. 

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