Ordem da Confraria Elementar Primeira do Brasil

Introdução à Sabedoria Esotérica e os Sete Raios

A Humanidade está entrando em um ciclo de 2,160 anos chamado  de Era de Aquário, quando a astrologia irá  gradualmente evoluir para o que é conhecido como Astrologia Esotérica. A Astrologia Esotérica busca conhecer as causas ao invés dos efeitos, considerando que o homem  pode  ser resultado  de  sua  própria  construção ou “projeção”, a precipitação da alma em seu veículo físico no  qual   exercerá a evolução progressiva até o estágio mais elevado quando  se  reintegra  adquirindo e acrescentando as condições construídas na Terra, e pesquisar a vida da alma humana que existe atrás da forma externa,  o corpo. A alma é aquela existência perpétua e  imperecível  que adquire  incorporações  cíclicas  repetitivas – em  corpos  masculinos  ou  femininos  e  em  culturas  variáveis; parte do seu propósito é expandir a  consciência  e  libertar-se do karma, mas esta libertação ocorre em níveis diferentes para diferentes grupos de indivíduos e cada  caso tem  de ser estudado em particular.  A maior parte da astrologia praticada hoje é astrologia da “personalidade”, que varia do mundano  para  a  que  já  está  orientada  espiritualmente. Não importa se estamos considerando a astrologia como uma reveladora de destinos ou como uma astrologia psicologicamente mais séria que busca  proporcionar  a  integração  ou a totalidade; da mesma forma, estamos limitados pelas ferramentas com as quais trabalhamos.

Uma das principais ferramentas  novas é a compreensão e aceitação da existência dos Raios, que são a luz, e a alma e o espírito que ela projeta nos  planos menores  são luz, este conhecimento era propriedade desde os antigos, em grupamentos isolados e foram deixados sinais que permitem resgatar os  passos  de  muitos conhecedores, alguns reencarnando no momento atual, sem se dar a conhecer para preservação  de  suas  individualidades  e  a transformação  destes saberes numa Ciência dos Sete Raios: Todo planeta e suas criaturas, humanas, elementais  e  elementares  podem  ser  classificadas  pela luz em seus aspectos dimensionais superiores, mentalizar os raios pode  representar  uma  aproximação  com suas realidades mais profundas. São sete fluxos de energia que entram este sistema solar a partir  de  fontes  cósmicas e condicionam cada forma de vida no seu âmago. A Astrologia Esotérica proporciona uma perspectiva maior da vida; ou seja, que  nós  não  estamos  apenas  habitando um pequeno planeta independente no sistema solar, mas participando como um centro  de  energia  dentro  de uma vida solar mais ampla. Os Sete Raios constituem o “elo perdido” da astrologia, e os planetas são simplesmente  os  veículos  para  essas  energias,  transmitindo  para  a  Terra  via  o zodíaco, aqueles sinais que possuem ressonâncias específicas com os raios.

Os raios podem  se r estudados  por si mesmos e formam um dos ramos do que é conhecido como Psicologia Esotérica. Um dos grandes psicólogos  do  último  século,  Roberto  Assaglioli, desenvolveu  técnicas  de  Psicosíntese  a  partir  dos Sete Raios. A fonte desta nova informação  originou-se  com  Alice  A.  Bailey,  que  atuou como uma amanuensis entre os anos de 1919 e 1949 para o Mestre Tibetano Djwhal Khul,  ou D.K., um  dos  Mestres  da  Sabedoria.  A  série  de  24 livros  foi  escrita  principalmente  para  as  inúmeras almas que encarnariam no Ocidente por volta do final do século. Os ensinamentos contidos nesses livros são profundos, multinivelados e infinitos, sintetizando as tradições Oriental e Ocidental.

Antes  de  discutirmos  algumas  técnicas  de Astrologia Esotérica, olharemos algumas tabelas dos Sete Raios, observando que todas as qualidades  que  se  aplicam  a  você mesmo, tentando ser honesto o máximo possível. Passando um pouco de tempo fazendo isto, você poderá  isolar  algumas  expressões  de  raios  na sua constituição psíquica. É necessário estabelecer um processo de discriminação com relação ao “corpo” que está expressando qual tipo de raio. Por exemplo, você pode ter o 7º Raio para o físico, o 6º Raio para o emocional ou  o  4º Raio  para  o  mental. Você  pode  ser  uma  alma  de  2º Raio  com  uma  personalidade  de  3º Raio; portanto, esses cinco Raios constituiriam   sua   “Estrutura  de  Raio”. Esta  informação  não  ocorre  instantaneamente,  nem  pode  ser  derivada  a  partir  do  seu horóscopo, mas emergirá após reflexão paciente, meditação e reflexão.

Esta  identificação dos veículos com os raios pode demorar um tempo, mas um método é “tentar um raio” por um mês, mais ou menos, observando a você mesmo e a outros no seu ambiente.

Os  raios  também  são  duais  em  sua  expressão;  portanto,  apresentamos  a  tabulação  que segue: 

Observação: os regentes planetários abaixo que podem ser aplicados aos tipos A & B


Identificação dos Raios conforme as Ocupações:

Os  Sete  Raios  correspondem  a  muitos  “setenários”,  os  quais  proveem  os  blocos de construção básicos do ocultismo. Os Planetas “regem” os raios, de forma similar às regências astrológicas; portanto, observamos a interface entre raios, planetas e signos zodiacais. Entretanto, convém  lembrar  para  não fazerem o erro de tentar identificar os raios a partir do horóscopo;determinar os raios, e então interpretar o horóscopo à luz dos raios é o procedimento correto e o ideal.

Essas indicações de chakras variam  de  acordo com o estágio de evolução de uma pessoa. Toda vida está condicionada pelos Sete Raios, quer seja de um animal, uma árvore, um ser humano, uma organização, uma cidade ou nação. Os raios possuem seus  próprios períodos cíclicos os quais estão conectados com as grandes épocas astrológicas de 2,160 anos, com a Grande Era de 25,920 anos e  com os Yugas, ciclos secretos dos adeptos hindus.

Um ciclo maior do 6º Raio acabou  de ser encerrado com a Era de Peixes e um ciclo do 7º Raio está começando, o qual sobrepõe-se à Era de    Aquário.  Esses  raios  e  Eras   possuem  suas  ressonâncias  harmoniosas,  é  claro,  garantindo  assim  o  efeito  máximo  sobre  a humanidade.

A  Astrologia  Esotérica tem sido chamada de “Ciência de todas as Ciências” porque consiste de um sistema que visa relacionar cada ser vivo – um  planeta, raio,  signo  ou  ser  humano. Descreve  as  qualidades e energias desses seres vivos, proporcionando desta forma a compreensão  e  o  entendimento  de  como  eles  interagem  entre  si. Portanto,  trata-se  de  uma  verdadeira  Ciência das Relações – humanas,  planetárias,  zodiacais  e  estelares. Quando a palavra “ciência” é usada, lembrem-se de que não se refere à análise concreta que utiliza os sentidos tangíveis da visão, audição, tato, olfato e paladar.A palavra  “ciência” vem da raiz “scire” – que quer dizer ‘saber ou discernir’ – e  refere-se realmente  ao  conhecimento  do “eu  superior”,  alma  ou  mente abstrata, que  percebe  o  Todo  de forma sintética, intuitiva e inclusiva; portanto, o termo Ciência Oculta. 

As disciplinas  da  Astrologia Esotérica e Sabedoria Perene incorporam as ciências tangíveis concretas, porém também acessam o sexto sentido  intangível:  intuição  e  as PES, como recursos de uma cultura a construir, acrescentando um novo conceito de inteligência que começa com Gardner e  não termina com ele e uma outra educação que seria denominada de Integral, para isto contribuindo tudo o que se denominar de quântico que será a construção do saber dimensional presente nas estruturas em mudanças. Os raios é parte disso.

O termo  ‘Esotérico’  significa  “compreensível  por,  ou  significando  apenas  para  alguns  poucos  eleitos...  os iniciados."   (Dicionário Macquarie). Isto  não  deve  ser  mal  compreendido  como  algum tipo de elitismo, mas todo o conhecimento é uma propriedade, assim poderemos  aprender  progressivamente  a  lidar  com  os  raios e isso nos elevará da condição de presos aos sentidos em atuadores nas origens e consequentemente as modificando. Eventualmente,  aquilo que era esotérico passa a ser veiculado, mas mesmo assim haverá sempre algo central que permanece esotérico, esperando se  desvelado pelas  gerações de inquisidores no caminho espiritual. Da forma similar, a palavra ‘oculto’ significa ‘escondido... além  dos  limites  do conhecimento ordinário’ ou, ‘de uma natureza não compreendida, como qualidades físicas’. Em  si  mesma, a palavra ‘oculto’ não deve ter a conotação negativa que a mídia atual tem promovido. Aqueles que  realizaram  o  trabalho  necessário,  passaram  através  de  várias  disciplinas  (como a meditação)  e desenvolveram esses sentidos ‘sutis’, já  estão  preparados  para  receber  o  conhecimento  esotérico. Os  despreparados  não  teriam base dentro de si mesmos para ‘aterrar’  esse  conhecimento, embora  muitos  sejam  capazes  de  desenvolver  essas  faculdades,  que  vão colocar em movimento nos cerimoniais, criados  para envolvimento progressivo daqueles indivíduos que possuem dificuldade em criar o comando de si e da própria personalidade, por isso os raios são uma possibilidade de aproximação com a linguagem da alma e da composição do espírito.

Os signos zodiacais constituem outro fator ‘oculto’, isto é, não são visíveis’, mas mesmo assim atuam como canais através dos quais os arquétipos das  constelações  zodiacais  são  focalizados. Dizer  que   os  dois  tipos  de  zodíaco não se alinham, como argumentado por astrólogos  das  escolas  tropicais  e  siderais, ou astrônomos céticos, é um comentário secundário ao fato primordial de que ‘formas de pensamento’ potentes dos signos existem e atuam como entradas para os raios e planetas. 

A  Astrologia baseia-se na ilusão, ou seja, no sentido de que o zodíaco está fundamentado em torno da ‘eclíptica’, o caminho ‘aparente’ ao redor do Sol. É  claro  que  sabemos  que  o  caminho  da  Terra  ou  órbita  é  ao  redor  do  Sol; portanto,  trabalhamos dentro deste paradoxo,  com  o  conhecimento  de  que  eventualmente  a  humanidade  transcenderá  esta  ilusão. Esta  é  a fonte de um dos nossos maiores mistérios, e fomos informados de que esta situação será ‘retificada’ na Era de Capricórnio, que surgirá após a Era de Aquário.

Desmistificando a Astrologia através do Conhecimento Oculto

Tanto os  Astrólogos  quanto  o s leigos sabem, de coração, que a astrologia “funciona”, descrevendo de forma acurada sua psicologia e padrões de suas vidas. Mas  “como”  isso  se  processa? A  maioria  das  pessoas não pode responder a ‘como’ ou ‘por que’ desta grande questão, preferindo ‘pular no suco’ – o que proporciona profundos insights  psicológicos na autocompreensão, planejando suas vidas de acordo com os ciclos planetários que estão experienciando. Entretanto, processos racionais  ainda  não foram completamente utilizados para se chegar a um completo entendimento; portanto, a astrologia é experienciada mais sob o ponto de  vista  místico, o qual depende principalmente na intuição refletida na natureza do sentimento. Parcialmente esta é a razão porque a astrologia recebe tanta crítica da comunidade científica de mental concreto e do público em geral - porque não existe uma demonstração da “ciência”  ou  racionalização mental. 

O caminho  do Misticismo eventualmente conduz ao caminho do Ocultismo, onde as qualidades do coração e da mente são sintetizadas. O Ocultismo é  uma  ciência  holística e, portanto tem o potencial de conectar-se com as ciências concretas. Uma síntese dos caminhos místicos e ocultos leva a uma fusão do amor  e  da  razão. Entretanto,  existem  muitas  outras  facetas  da  ciência oculta, todas elas a serem aprendidas e compreendidas como um todo. 

Para  responder  a  questão de como a astrologia funciona, é necessário partir brevemente para um cosmos maior a partir do qual essas forças emanam. Também será necessário introduzir alguns conceitos simples com os quais o leitor pode não estar familiarizado:

1. O  sistema solar é  um  ser vivo, da  mesma  forma como  todas  as  vidas individuais  que  nele habitam, não importa se são planetas, asteroides,  cometas,  seres  humanos  ou  de  qualquer  reino  na  natureza. De alguma forma, todas essas ‘vidas inferiores’ podem ser visualizadas  como  ‘células’  dentro  de  um corpo maior. O ponto fundamental aqui é perceber que todas essas formas estão habitadas por algum tipo de inteligência, desde a consciência mineral mais primitiva, à de uma alma humana, ou ao “deus”  que habita um planeta ou um sol. Da  mesma  forma  que  humanos possuem centros de energia sutis ou chakras, os chamados sete planetas “sagrados” deste sistema  solar  preenchem  a  mesma  função. Em  uma  escala  maior, este sistema solar como um todo pode ser visto como um chakra gigantesco   ou   centro  de  energia,   habitado  por  uma   consciência  estupenda  que  podemos  vagamente   chamar   de   “deus”  ou esotericamente, de “Logos Solar”.

A  Sabedoria  Antiga  nos  ensina  que  nosso  sol  faz  parte  de  um  corpo  corporativo   de  seis  outros  sóis – os quais compõem uma entidade cósmica sólida que processa sua evolução de acordo com seu próprio nível, e assim por diante.


2. Estes  sete  sóis,  dos  quais  um é o nosso, estão continuamente liberando forças que são produtos da sua evolução em curso. Dizem que  estas  forças  são  absorvidas  através  das  sete  estrelas  da  constelação  da  Grande Ursa (Ursa Major) e suas emanações são os chamados  Sete  Raios. É suficiente dizer que as sete estrelas da Grande Ursa tem muita história e mitologia registradas na consciência humana;  na  Índia,  são  conhecidas como os Sete Rishis, associados com a Vontade e genericamente consideradas como “masculinas”. Dizem também que as sete forças que emanam dessas estrelas se unem com as sete estrelas da constelação de Plêiades,  as  chamadas “Sete Irmãs”, também ricas de lendas, constituindo as forças que representam a “Mãe Cósmica”, ou princípio “feminino”. Assim temos um verdadeiro “casamento  feito  nos  céus” na medida que essas forças convergem. O Pai e a Mãe produzem um “filho”, representado pela  estrela  Sirius.  Juntos,  essas  três  constelações  -  A  Grande Ursa, as Plêiades e Sirius – constituem um triângulo condicionador maior de forças que influenciam este sistema solar.

3. A  partir  dessas  três  constelações, as energias dos sete raios fluem  através das sete estrelas da Pequena Ursa (Ursa Menor) e são então magnetizadas  para  uma  ou outra das doze constelações zodiacais, para não confundir com os signos zodiacais. Alguns raios são transmitidos através de constelações  particulares  com as quais possuem afinidade e, modificados, fluem em direção ao nosso sistema solar.

4. Nosso  sol  age  como um “portal” por onde podem fluir as energias dos sete raios e a partir daí, as sete forças são direcionadas para os  “sete planetas sagrados” do nosso sistema solar, que atuam como “veículos” para as energias dos raios. Os raios têm uma afinidade com cada um dos sete planetas, que  são,  obviamente, protótipos  dos Sete Rishis da Grande Ursa.Acima como acima, abaixo. Existem cinco planetas “não-sagrados” que também possuem uma afinidade com os raios e auxiliam na sua transmissão.

5. Os  planetas  continuamente  orbitam nosso sol, criando um vasto oceano de forças e transmitem essas energias para a terra através dos seus signos zodiacais. Naturalmente sabemos da  ‘ciência  exotérica’ que o Sol e a Lua produzem ambos efeitos físicos, emocionais e mentais;  esses  estão  bem  documentados  em  nossas  marés  terrestres, ciclos de lua cheia, atividades solares e o crescimento que ocorre  na  natureza –  validados  por  muitos  experimentos  e  descobertas  científicas. Os  outros  planetas  possuem  menos  efeitos físicos, porém uma quantidade maior de efeitos psicológicos e psíquicos.

6. Os  planetas  transmitem  as  energias  dos  raios  através  do zodíaco; o signo zodiacal é outro padrão eletromagnético ou “forma de pensamento”.  A  compreensão  do  que  constitui  uma  forma  de pensamento, algo que todos os humanos podem criar, é essencial na compreensão  d o porquê  as  energias  zodiacais  condicionam  os seres humanos, mas isto está além do escopo desta discussão. Nosso zodíaco   terrestre  de   “signos”   é  um   reflexo  invisível  e  focalizador  das  energias  do  zodíaco  constelacional  visível  mencionado anteriormente.O zodíaco pode ser considerado como um corpo ‘sutil’ da Terra, o corpo ‘astral’ (astral significando ‘substância estelar’). Portanto, existem energias intangíveis invisíveis que nós percebemos com nossos sentidos ‘intangíveis’ em desenvolvimento.

7. No  momento  em  que  essas  forças  alcançam  a  terra,  ocorre  uma  junção  de três grupos de padrões energéticos: dos raios, dos planetas e  dos  signos zodiacais. Eles percorrem seus caminhos através dos chakras maiores do planeta (cidades maiores, mas também certos grupos) e daí são distribuídos para a humanidade.

8. Quando  alcançam  um  ser  humano,  o  ponto  de  menor resistência é encontrado em determinados chakras, dependendo do estado aflorado  de  percepção de um indivíduo. As sete glândulas endócrinas estão associadas especificamente com cada um dos sete chakras maiores, e  é  então  qu e um dos processos mais misteriosos ocorre – a transformação das forças ocultas externas ao corpo em forças tangíveis  dentro  do  corpo. As  glândulas  endócrinas  são  estimuladas  para  a  atividade, liberando hormônios na corrente sanguínea, que  agem  como  catalisadores  para  o  crescimento  fisiológico e comportamento psicológico. Esta é uma chave para compreendermos como as energias astrológicas  afetam  os  seres  humanos. O acima exposto encerra uma descrição resumida do movimento da energia condicionadora a partir da sua fonte de emanação, descendo como forças planetárias para seu destino final no ser humano.

Para recapitular a jornada:

 Sete Sistemas solares dos quais o nosso é um deles. 

Sete Raios emanam das Sete Estrelas da constelação Grande Ursa.

Sete Estrelas das Plêiades. Sirius.

Sete Estrelas da constelação Ursa Menor.

Doze constelações zodiacais.

Nosso Sol. Sete Planetas Sagrados do nosso sistema  solar.

Doze signos zodiacais.

Chakras da Terra.

O Reino Humano. Os reinos animal, vegetal e mineral.

O diagrama que segue descreva a jornada de apenas um raio (EA 610)

Recapitulando também alguns conceitos que podem ser novos para os leitores:

1. Todas as formas – planetas, seres humanos, etc..., são habitados por uma essência motivacional ou princípio de alma.

2. Existem muitas relações entre os ‘deuses’, isto é, o princípio informador da vida por trás de uma estrela, planeta ou signo zodiacal.

3. Todas as formas possuem centros de energia o chakras, e “corpos sutis”.

4. O pensamento  é  a grande  força criativa do universo, não importa se é do ser humano como pensador divino, ou de maquinações da mente de Deus.

5. Existe  um  zodíaco  constelacional  que  é  visível  para  o  olho,  e  um  signo  zodiacal  que  não  é visível, embora possamos apurar a existência do último confrontando-o com a cortina de fundo do zodíaco constelacional.

6. Os  chakras  e  o  sistema  endócrino  constituem  a  maior  interface  entre  as  forças  sutis  invisíveis  e  o comportamento humano psicológico. Os raios também podem ser percebidos através da cor ou do som. As sete cores e sons dos raios propiciam uma abordagem mais  intuitiva  para  a  compreensão. Por  exemplo,  o  7º  Raio corresponde à nota G e à cor violeta, dependendo das oitavas que estão sendo usadas. Os sons e as cores são também mensuráveis em termos da sua capacidade vibratória, e isto está bem documentado.

Determinadas  notas  e  cores  para  as  quais  uma  pessoa consistentemente responde, pode indicar o raio associado com ela de forma proeminente  na  sua  estrutura  individual  de  raios. Algumas  cores  podem  se  originar  da  mistura  de  duas cores e podem indicar a interação  entre o raio da alma e o raio da personalidade, por exemplo, uma alma de 2º Raio (azul índigo) e uma personalidade de 1º Raio (vermelho)  produzem,  quando  combinados,  a  cor  lilás  ou  violeta.Obviamente esta cor última está também associada com o 7º Raio, portanto pode haver muito trabalho a ser feito.  

De  uma  forma  geral, o tipo de pessoa atraída à música de Mozart pode estar sintonizada com o 2º Raio de Amor-Sabedoria, enquanto que Wagner pode ser mais atrativo para aqueles que estão sob a influência do lº Raio da Vontade-Poder.

Num  mundo dualístico, os opostos não realizados dentro de uma pessoa constituem a razão principal para a reencarnação. Os ‘pares de opostos’   existem  em  todos  os  planos,  mas   particularmente  no  plano  astral  ou  emocional  da  maioria  da  humanidade.  Quando encaminhamos  mais  iluminação  da  alma  para  dentro  de  nós  mesmos, geralmente  a  luz  flui para dentro dos opostos sombreados, forçando uma transformação do passado de forma que ficamos à altura da vibração superior e não daquela que estamos conectados  no presente.

Um grande conflito é gerado entre a luz da alma e os aspectos não redimidos de nós mesmos. Uma das principais causas para o tumulto sem  precedentes  neste  século  deve-se  em grande parte à humanidade estar enfrentando sua ‘sombra’ coletivamente, de forma que muitos  seres  estão  agora  equilibrados  para receber a iniciação, com uma grande expansão de consciência. O resultado bem sucedido deste  grande  evento  irá  deflagrar algumas revelações maiores – sobre a realidade da alma, a verdade sobre a morte e a existência do reino angelical.

O tumulto planetário também é devido ao fator astronômico da precessão, com a cúspide das eras movendo-se de Peixes para Aquário, bem como a coincidência de muitos ciclos planetários e raios estarem ocorrendo dentro de um período curto de tempo. Existem muitas almas  avançadas  que  estão  sendo  encarnadas  nesse  momento  do  novo  7º Raio, aumentando durante a década. O 7º Raio de Magia Cerimonial  ou  Ordem  condicionará o próximo ciclo de 2,160 anos de Aquário. Muitas almas avançadas não responderão bem às leituras astrológicas  ‘exotéricas’.  Alguns  astrólogos  erram  ao  projetar  um  certo  fatalismo  nas suas leituras, afirmando que isso é assim e portanto é isso,  da  forma  que acontecerá. Isto não deixa a livre escolha para o indivíduo trabalhar criativamente com seus padrões de nascimento revelados no horóscopo.

Nós  não  somos  as  vítimas  fatais  dos  nossos  horóscopos; embora  a  alma  tenha  decidido  transformar o karma com determinados desafios  e  obstruções. Também  trouxemos  muitas  habilidades com as quais temos condições de superar esses problemas; portanto, podemos    ser    co-criadores    conscientes   do   nosso   destino.   Como    estudantes    de   astrologia    ou    praticantes    exotéricos (psicólogos/humanistas),  temos  uma  certa  responsabilidade  para  reconhecer  essas  energias  superiores  de  oitavas, de forma que possamos  prestar  um serviço verdadeiro para nossa humanidade companheira. Vamos agora analisar algumas diferenças entre os dois tipos  de  Astrologia. Lembrem-se  de  que  alguns  temas  chaves  são  trabalhados  pela  astrologia  da personalidade; mesmo assim, a astrologia esotérica irá interpretar alguns deles com um diferente contexto ou perspectiva.

Astrologia da Personalidade (‘exotérica’, exterior, externa)

É  importante  para  ajudar  a  adquirir  uma  personalidade  integrada e unificada; conhecer os regentes planetários exotéricos, casas e signo solar.

Lida  com:  os  efeitos,  eventos,  manifestação  física,  personalidade,  partes,  desejo, chakras inferiores, o particular, o eu separado, exclusividade, ‘destino’ individual, o tangível, concreto, racional, masculino.

Da  mesma  forma  que  o  Sol  é  o  centro  para  os  planetas  no  sistema  solar, em  um  horóscopo, ele é a força de integração para a expressão da personalidade.O Sol é o canal da personalidade para o signo Ascendente.

Quando  uma  certa  quantia  de  integração  da  personalidade  foi  realizada, então  a alma pode expressar a si mesma mais facilmente através do seu ’instrumento’. A localização do Sol em uma carta natal é dependente do Signo Ascendente em particular.

 

Astrologia Esotérica (‘esotérica’, interior, subjetiva)

Ajuda  a  demonstrar  como o contacto com a alma pode ser alcançado e criativamente canalizado para harmonizar os raios da alma e da personalidade; ajuda a conhecer os regentes planetários esotéricos, a Ciência das Três Cruzes, e o Signo Ascendente.

Lida  com:  as  causas,  a  Alma, inclusividade, realização interior, conjuntos, amor, chakras superiores, destino individual dentro de um grupo maior, o intangível, abstrato, intuição, feminino. Desenvolve a fusão do conhecimento com a intuição e a integração da  mente e do   coração.   Examina  o   propósito  do  eu  superior  na  medida   em   que  interage  com  sua  alma   grupal.  Enfatiza   a   unidade  e interconectividade de toda vida.

O Signo Ascendente 

Muito  mais  ênfase. Este  ângulo  da  carta  natal  é  determinado  pela  hora exata do nascimento (primeira respiração) e representa a encarnação  da  alma. A  Alma  eterna  vem  antes  da personalidade; portanto, o Signo Ascendente vem primeiro. No simbolismo do Sol Nascente  reside  uma  chave  para  os  problemas  da  vida  e  realizações  de  vida. Com  a  regência  dos  planetas  esotéricos,  o Signo Ascendente   conduz   ao   destino  de  uma  pessoa. O   Signo  Ascendente  representa  a   mais  alta  qualidade   que   uma  alma  pode potencialmente revelar em qualquer vida; uma  carta natal pode ser delineada através do exame dos regentes da sua personalidade e da sua alma,  os  signos  e casas que ocupam e os aspectos que determinam. Obviamente, se o Signo Ascendente é a qualidade maior a ser revelada, então a oitava maior ou regente da alma merece uma consideração maior.

O  Signo  Ascendente expressará as características da personalidade; geralmente existe muito mais atrás da máscara que é capaz de se expressar, embora nunca seja acessado. O ponto de menor resistência é o signo Solar.

Quando  um  buscador  espiritual  (‘aspirante’   ou  ‘discípulo’)  tiver  alcançado  um  certo  grau  de  desenvolvimento,  os  regentes  da personalidade  deixarão de surtir efeito, e o que ocorrerá mais são respostas aos regentes da alma; esses são os mesmos planetas, mas expressam  uma  oitava  superior. Portanto, a Astrologia Esotérica pode descrever a radiação da alma em desenvolvimento, através das influências  dos regentes esotéricos. Ainda durante muitos anos a Astrologia Exotérica e Esotérica andarão lado a lado, até que a ponte ou ‘antahkarana’  seja  construída  para  esta  nova arte científica. A realização profunda da conexão de todas as formas devida está no seu alvorecer, através da compreensão da realidade da constituição etérica do planeta, e da realização da grande  matrix de vida ou teia dentro da qual toda vida existe.

A  compreensão  dos  planos  etéricos e mais sutis é um dos assuntos das Ciências Ocultas essencial para a Astrologia Esotérica. Outros assuntos  importantes  são: Karma  e  Reincarnação,  Meditação, Formas  de  Pensamento,  Telepatia,  Reino  Angelical ou Dévico, Cura Esotérica, Chakras, Morte, Mestres de Sabedoria, História Oculta da Terra, Glamour/Maya/Ilusão, Sonhos, Sons e Cores e muito mais.

Algumas Considerações Adicionais sobre Astrologia Esotérica      

Também  fundamental  para  a  Astrologia  Esotérica  está  o  conceito  de planetas sagrados e não-sagrados. Os planetas não-sagrados como Marte,  Plutão,  a Lua e a Terra, influenciam os corpos mental, astral e físico. Os outros planetas, que são os Sagrados, ajudam a integrar a personalidade e a torná-la um instrumento da alma.

A compreensão dos planetas sagrados e não-sagrados permite ao astrólogo dar uma orientação mais específica aos seus clientes.

Da  mesma  forma, uma  nova  e  inteira  reconsideração  de  ‘exaltação,  detrimento  e  queda’,  como  indicadores  das “três etapas do Caminho”  ajudarão  a  revolucionar  a  astrologia. Uma  reavaliação correta dos decanatos é outra técnica emergente. Comenta-se que eles revelarão a oportunidade de vida imediata, a natureza exata do próximo passo espiritual adiante, e a natureza precisa dos desafios iniciatórios.

Um  aspecto  maior  a  ser  considerado  como  parte  integral da Astrologia Esotérica é a Ciência da Iniciação. De vida em vida iniciamos atividades, através da percepção gerada pelas realizações que afloram na consciência.

Embora  não  ‘façamos’  uma iniciação ritualística no nosso estado subjetivo, ela realmente acontece, apenas como um reconhecimento do  trabalho  que  já  realizamos.  Nosso  senso  de  responsabilidade  nos  possibilita  usar as energias que provavelmente não pudemos acessar  anteriormente. Essas  iniciações  relacionam-se  com  a  coordenação e controle dos nossos vários corpos – físico, emocional e mental. Por  exemplo, uma  das  mais difíceis iniciações a serem tomadas é aquela do corpo emocional, da qual o Escorpião é o símbolo. Durante  esta  iniciação, Marte  e  Plutão  nos  fazem  passar  por  experiências cruciais, enquanto que as energias de Vênus, Netuno e Júpiter estão também expressando fortemente o princípio do Amor; assim,as emoções do chakra do plexo solar são re-polarizadas com sucesso para o lótus do coração, onde são expressas como amor.

O  desejo  emocional  e  o  apego são simplesmente reflexos distorcidos do princípio do Amor que governa esotericamente este sistema solar inteiro durante o presente ciclo.

Este  estágio  do  crescimento  é  também  conhecido  como  o estágio ‘místico’ da percepção. Muitos que estão no Caminho hoje estão tomando  ou  estão  prontos  para  tomar  esta  iniciação. As  relações constituem  um  dos  maiores  ‘campos  de  cremação’  onde esta transformação  acontece; tem  sido  chamado de Caminho do Bodhisattva, tal o grau de sacrifício necessário. Da mesma forma, muitos seres da humanidade estão equilibrados o suficiente para tomar a Primeira Iniciação, que consiste do nascimento da percepção da alma firmemente ancorada na caverna do coração.

A   humanidade   pode  ser   visualizada  como  sendo  muitas  unidades  ou  ‘átomos’  de  consciência  dentro do corpo de ‘Deus’. Nossa percepção deste grande Ser encarnado que é a Terra, com todas suas miríades de fluxos de vida, expande-se na medida que evoluímos e crescemos. Portanto,  uma  breve introdução a este vasto assunto não pode possivelmente cobrir todas as facetas desta grande joia. Se isto aguçou seu apetite, existem ainda muito mais tesouros esperando ser descobertos!

Texto original de Phillip Lindsay, 2008 – adaptado e comentários de J. C. Esvael.

COMENTÁRIOS SOBRE UM TEMA ATUAL 3

Médiuns

Assim  como  o  Universo  material  existe  como resultado e não como fim, os médiuns em seu início de desenvolvimento, e pode levar anos nessa fase, precisam compreender que,

“Assim  com o a  Ideação  Pré-Cosmica  é a raiz de toda a consciência individual, assim também a Substância Pré-Cósmica é o Substratum  da  matéria  nos  seus  diversos  graus  de  manifestação.  Daí resulta  que  o  contraste  desses dois aspectos do Absoluto  é  essencial  para  a  existência  do  Universo  manifestado. Isolada  da  Substância  Cósmica,  a Ideação Cósmica não poderia  manifestar-se  como  consciência  individual; pois  só por meio de um veículo (upâdhi) de matéria é que a consciência emerge como  “Eu sou Eu”,  sendo  necessária  uma  base  física  para concentrar um Raio da Mente Universal a certo grau de complexidade. E  por  sua  vez, separada  da  Ideação  Cósmica, a  Substância Cósmica  não passaria de uma abstração vazia, e nenhuma  manifestação  de consciência poderia surgir. O Universo Manifestado acha-se, portanto, informado pela dualidade, que  vem  a  ser  a  essência mesma de  sua  Existência  como  manifestação. Mas,  assim  como os polos opostos de Sujeito e Objeto,  de  Espírito  e  Matéria, não  são  mais  que aspectos da Unidade Uma, que é sua síntese, assim também no Universo Manifestado  existe  “algo”  que  une  o  Espírito  à  Matéria, o  Sujeito  ao  Objeto.  Esse  “algo”, que a especulação ocidental presentemente  desconhece   é   chamado  Fohat  pelos  ocultistas. É  a  “ponte”  por  meio  da  qual  as  ideias  existentes  no Pensamento  Divino  passam  a  imprimir-se  sobre  a  substância  Cósmica,  como Leis da Natureza. Fohat é, assim, a energia dinâmica  da  Ideação  Cósmica;  ou  então  encarado  sob  outro  aspecto, e o “médium” inteligente, o poder diretor de toda a manifestação, o Pensamento Divino transmitido e manifestado por intermédio dos Dhyân Chohans (Arcanjos, Serafins, Anjos Maiores, da Teologia Cristã), os  Arquitetos  do  Mundo  Invisível (os Orixás Incriados). Assim, do Espírito ou Ideação Cósmica provém a nossa Consciência; da Substância Cósmica, os diversos veículos em que esta Consciência se  individualiza e chega ao Eu,  à  consciência  de  si  mesma  ou  reflexiva; enquanto  Fohat, em  suas manifestações várias, é o elo misterioso que une o Espírito à Matéria, o princípio animador que eletriza cada átomo para dar-lhe vida.”

... a  mediunidade como a lei cósmica dentro da qual está inserida, permite que as realidades supra-físicas possam ocorrer, repetindo o processo no  plano físico, “o que é em cima é em baixo”, e que as criaturas não apenas se manifestem, mas que esta manifestação seja a  transformação  pela  assimilação  de  energias,  e  a  incidência  dos mesmos princípios cósmicos e sua percepção nos planos menores ocorre.

É  quando  a  médium  Hailliot,  ainda  sem  plena  consciência  de sua particular mediunidade, mas que é efetiva permite que se tornem perceptíveis, e  ao  receber  seu  “banho  particular  de  cultura” que  nos  deixa  saudosos  das raízes europeias e doloridos da distância existente...  é  quando  é  “encontrada”  por  criaturas  que  vagam  até  o momento em que realiza por si mesma o contato, dotados de inteligência, mas não sabedoria, dotados de inteligência  não de consciência  e  se manifestam...  em vários médiuns, completando-se e depois com o médium Assis, compreendem e tornam compreensível o todo de que tratamos e o tempo.

- Onde é que estou o que estou fazendo aqui?

-Como é que eu vim parar aqui, isto é muito louco cara?

E na sala outros continuam, repetem, manifestam-se: Como eu vim parar aqui?

Estão  num  outro  local, um  outro  tempo, e  em outro espaço, inconscientes ainda, atraídos, tanto como o médium de suas presenças moleculares, mas reais,  e  como  é possível? Quais mecanismos atraem os espíritos, o que eles veem. Mas não é o ver, é um fenômeno de  atração  dos  mais  característicos  da  mediunidade,  o  “fantasma”  reconhece os sinais luminosos dentro dos corpos e nos centros ativos, nos  corpos  internos  do médium que podem ser desconhecidos, um potencial que se oculta, que podem ser percebidos e depois numa  operação  inversa  “incorporam”,  desdobrando-se  em  manifestações  claras, o  que  podemos  chamar  de mecanismo básico da atração, e  os  fenômenos  de  manifestação  tão  comuns  nos  centros  espíritas, mas  vai além, são operações paralelas e simultâneas de materialização, de  uma  maneira simples diríamos que são atraídos, atraídos e trazidos até aqui de alguma forma, não importa onde estavam,  o  que  fizeram,  o   que  aparentemente  se   tornam  quando  manifestados, eles  são  atraídos  como  muitos  outros  seres  e criaturas, pelas mesmas leis. E explicamos sobre seus tempos e sobre as leis gerais que desconheciam.

Ocorre uma progressiva transferência de consciência:

-Entendi, diz um, sei que não estou no meu corpo e sou meu corpo, mas e para onde vou?

- E agora o que vai acontecer, para vamos? O que de alguma forma é repetido por mais de cem criaturas em quinze médiuns.

- Quer dizer que eu posso passar de um corpo para outro? Que barato cara!

Havia explicado a Lei da Transferência.

-Foi  assim  que  chegaram até aqui e podem  continuar com eles, ou se deslocarem para o universo dimensional em que estão agora, não faz diferença, começam a se deslocar e a aprender em cada situação.

E  falamos  do  tempo, que  de  alguma  forma  pode  ser  eterno, de onde foram trazidos, e que podem se perceber, cada um com suas formas e como foram, até em mais de uma vida, que tudo de alguma foram é sempre.

E  minutos  depois  enquanto  ainda  refletíamos  no  que  acontecia  foi  que  observamos  o  Assis, olhar  para  o  teto absorto em seus pensamentos, intuindo talvez, e conclui em voz alta:

- Quer dizer  que  eu  acreditava  que  o  tempo tinha passado, e  pensa  no  tempo, que  ele acredita existir como conhece no tempo físico em que as coisas se realizam, então... e para possivelmente se dando conta de outro tempo.

Explicávamos  para  as  criaturas  e  até  para os médiuns que foram atraídas, e que sentiram e absorveram através das presenças e das leis que regem as relações, e explicamos que todas aquelas  pessoas  e  criaturas dentro delas podem ter sido atraídas Por alguma coisa no Assis, como ocorre em todos os médiuns saibam ou não, que o sentem ainda, e que sob  a aparência e a forma de um funcionário de banco continuava a existir o médium e em seu espectro de consciência pode perceber que tudo o que  experimentou está ao alcance de sua vontade de sua mente e consciência e que podemos levá-lo ao seu amplo passado e se conectar.

-Isso não é possível diz alguém, lutando com sua própria realidade.

-Eu posso, respondi calmamente, todos  podem  e ordenando que fechasse os olhos e parasse de pensar, se deixasse envolver pela imensa realidade.

- Para  com  teus  pensamentos,  e  observa  tua  realidade,  alguma  coisa  sumiu  com  o  tempo?  Podes  perceber  o  que se representou  nos   desejos  e necessidades   ocultas  de  quantos  te  procuraram, e o que neles havia? O que os atraiu até tua pessoa? Podes sentir e olhar como eles, percebê-los?

-Quantos são, perguntei segundos depois?

- São muitos. E completa:

-Eu  acreditava que havia  me livrado quando saí do banco, e surpreso percebe as ligações que permanecem, os fios que ligam as criaturas que existem, talvez todas as criaturas, mas estas eram as suas, fios que de alguma forma percebe agora.

Apesar  de  existir  outro  local, outro  tempo  e  outro  espaço, tudo  existe ainda e o levamos por minutos a experimentar aquilo que o transformará, nós o conectamos, e  em  minutos  descobriu o que é ser médium, e que realizava com sua existência a precipitação, que entendia simplesmente a lei do cosmos, a precipitação  permite  que  os  planos  se ligam, torna-se um meio, que faz acontecer quando quiser, que  é  assim  com  todos, que  pode  se r assim,  sua  conexão, de  tal  forma  que  é  possível  para muitas destas criaturas que aparentemente pensava eram de seu passado, e agora compreende, indo além, que elas fazem parte de sua vida! Elas são sua vida!

COMENTÁRIOS SOBRE UM TEMA ATUAL 2

Para uma compreensão da teoria da Alma e dos Corpos

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Durante muitos anos  instruímos  nossos  estudantes  procurando  conduzi-los  m entendimento sobre a própria constituição interna  e sobre  a evolução  do  pensamento  ocidental,  deixando  subentendida  a  existência  de  outras  correntes de pensamento, sobretudo a oriental,  mas  em  que consiste essa diferença? Sobre esse assunto nosso último artigo “usou” parte dos comentários encontrados em Alice Bailey,  por  serem  claros  e  para  que  os  nossos  estudantes  tenham outros referenciais, e fomos felizes na escolha. Será uma assimilação  fácil  perceber  como  fomos  educados  e  como  olhamos  o  mundo,  e que podemos avançar e “pensar” a partir de outros referenciais,  ou  de  outras  fontes  de  informação  como as obtidas pelas percepções e sensações oriundas de outros sentidos? Como transferir  o  centro  de  nossas  decisões  para  uma  alma que para o ocidental é hipotética, e compreender o que seja alma no sentido oriental  do  termo, como  é  para  milhões de pessoas que não possuem uma religião como o que entendemos por religião e substituir a ideia  de  um  Deus  criador  e  mantermos  a  de  uma  presença  sempre  presente? Substituirmos a ideia imposta de deus pela de uma religiosidade  que  considere  uma  realidade  interna  e  por  ela  a  existência  como um pertencimento, uma integração. Não tentamos apenas  conduzi-los  procuramos  mostrar  como,  com  práticas, exercícios, mas tudo pode ser insuficiente se não conseguirmos outro entendimento  sobre  a  existência,  dificuldade  que  é  preciso  superar, que  é  construída e sustentada pelas instituições, a educação recebida é a evolução das massas ou  seu desdobramento, ainda que inclua os níveis mais avançados de doutorado e pós-doutorado, um ensino  que é antes para a execução de tarefas e não inclui nem um entendimento nem a capacidade de refletirem sobre as relações do homem com o cosmos, o que sequer é considerado.

“O homem  é  um  ser integrado, mas  a  existência  significa  mais  para  uns  do  que para outros. Para uns, é uma existência puramente  animal;  para  outros, é a soma de todas as experiências emocionais e sensoriais; para outros, ainda, envolve tudo isto,  mais  a  consciência  mental que  enriquece  e  aprofunda  grandemente a vida.  Para  alguns  (e são a fina flor da família humana) o Ser representa o reconhecimento da habilidade de registrar contatos universais e subjetivos (O. Citada, pag. 43)”.

Vamos por etapas,  a integração  do  homem  com  o cosmos ou o universo em torno ocorre através das estruturas do corpo etérico, os plexos, que  respondem  a  toda  mudança ou energia constituinte da natureza existente, e internamente pelos meridianos que fazem a ligação entre o corpo etérico e o corpo físico. Evidenciamos que toda a criatura da natureza possui existência no plano etérico, pelo que se pode afirmar  que  toda  a natureza está então integrada e conectada. Com o treino o estudante pode sentir e perceber o que ocorre no meio onde está, pode sentir e perceber, mas alguns podem se desenvolver a  ponto  de ver  s canais energéticos que se formam nos ambientes e interpenetram os corpos de toda a criatura. Podem ser sentidos como arrepios, vibrações e sensações físicas, mas quando os ambientes  estão  sobrecarregados  as  sensações  são  de  mal  estar. Isso  está  nos  conhecimentos  básicos  do  espiritismo  e  dos esotéricos  no  mundo todo, mas é mais que isso, significa esta conexão com tudo o que existe e aqueles que podem perceber mais são importantes.

Um  empecilho  para  o  desenvolvimento  está  em  que  os  sensitivos terminam  agindo  por  suposições, de  que não precisam de uma condição intelectual é uma delas e abrem mão da reflexão e do entendimento dos mecanismos da mediunidade, esta situação se repete e um recurso  para  a  construção  de  uma  profundidade  está  na  reflexão  mais  profunda,  que  implique  o uso de todos os sentidos simultaneamente,  um  estado  de  alerta-consciência a definição mais próxima do que os orientais entendem por meditação. Vai além, inclui  a   reflexão  e  sua  assimilação,  sua  interiorização,  é  uma  ação  realizada  não com a mente pensante, mas dentro dos corpos, internalizada,  repetimos, não  é  uma  operação  que  se  realize  com  a mente-pensante.  Com  esses  procedimentos  pretendemos ir adiante,  quero  dizer  que  se vocês estão interessados em aprender, terão de aprender a ser mais, e as ações de aprendizado vão além do plano mental inferior que é o mundo dos pensamentos e esse será o aprendizado no sentido mais profundo.

 3. Em  um  longo  trecho  de  “Educação  na  Nova  Era”, de Alice Bailey  encontramos  citações do que seria um objetivo das sucessivas encarnações:

A  palavra  espiritual  não  se  refere  ao  assim chamado assunto religioso. Todas as atividades que impelem o ser humano em direção a alguma forma  de  desenvolvimento  – físico,  emocional, mental, intuicional, social – se for para o progresso de seu estado atual, será  essencialmente   de  natureza  espiritual  e  será  indicativo  da  existência  da  entidade  divina   interna. O espírito  do  homem  é  imortal; persiste   par a sempre, progredindo  de  um  ponto  a  outro  e  de  estágio  no   Caminho   da Evolução,  desabrochando  firmemente  e  em sequência  os  atributos e aspectos divinos. Os três pontos de nosso tema geral são:

1- A técnica da Educação do futuro.

2- A ciência  do Antahkarana. Este  se  refere  ao  modo de  vencer  o  vazio  que  existe  na  consciência  do  homem  entre  o mundo   da   experiência  humana  comum,   o  mundo   tridimensional   da    atividade  física-emocional-mental,   e os  níveis superiores do  chamado desenvolvimento espiritual, que é o mundo das ideias, da percepção intuitiva, da visão e compreensão espiritual.

3- Métodos da Construção do Antahkarana. Este  leva  à  conquista  das limitações – física e psicologia – que restringem,   no homem, a  livre  expressão  da  divindade  inata. Aqui  podemos  apenas  preparar o terreno para este terceiro ponto porque o assunto envolve práticas de meditação avançada, a que se deve chegar gradualmente...

Poder-se-ia,  aqui, por  que é de valia levar-se em consideração o que já, ainda , no futuro. Responderia  lembrando-vos  que “Tal como o homem  pensa, assim ele é”.  Isso  é um truísmo e uma trivialidade do ocultismo. Por isso, o que é verdade para o indivíduo  é  também  verdadeiro  para  o grupo, e  da mesma maneira que o grupo pensa, assim finalmente reagirá. A medida que as ondas de pensamento do grupo penetrarem na atmosfera mental da humanidade, os homens  serão  influenciados  e  a inauguração de novos meios de viver e de desenvolvimento processar-se-ão com crescente facilidade...

I – A educação,  até  o  presente, tem-se ocupado com a arte de sintetizar a história do passado, com a realização do passado em  todos os   departamentos  do   pensamento  humano,  e  no   conseguir  registrar  o   conhecimento  humano.  Lidou  com  aquelas  formas  de retrospectiva   e  não  uma  visão  prospectiva. Lembro-vos  de  que  estou  aqui generalizando  e  de que há muitas e notáveis pequenas exceções em tal atitude.  

II – A   educação  deteve-se  principalmente  na  organização  da  mente  inferior  e   a  capacidade  de  uma  criança  tem sido grandemente avaliada  por  sua  reação  à  informação  acumulada (no que concerne à educação) e  aos  dados  confrontados e coletados, entregues em sequencia, dirigidos e organizados ara equipar a criança para competir com a informação  que outros possuem.

III- A    educação  tem  sido,  até  agora,   grandemente  um  treino  de   memória,  apesar  de  estar  atualmente   surgindo  o reconhecimento  de  que   tal   atitude   precisa    acabar. A   criança   deve   assimilar  os   fatos   que  a raça  acredita   serem verdadeiros, tenha experimentado no passado,  e  achado  adequados. Mas  cada era tem um critério diferente de adequação. A era de Peixes lidou com o detalhe do esforço para alcançar um ideal. Daí termos uma  história que cobre o período pelo qual as  tribos  adquiriram  status  nacional através da agressão, da guerra e da conquista. Isso foi indicativo da realização racial.

A  geografia   baseou-se  numa  reação  semelhante à ideia de expansão e, através dela, a criança aprendeu como os homens, levados por necessidades  econômicas  e  outras  necessidades, conquistaram territórios e absorveram terras. Também isto, e acertadamente,  tem  sido  considerado  como   uma  realização  racional.  Os  vários   ramos   da  ciência  também   têm   sido considerados como  constituindo  a conquista  de  áreas  territoriais  e, uma vez mais, isto tem sido aplaudido como realização racial. As  conquistas  da ciência, as conquistas das  nações  e  as  conquistas  de territórios são todas  indicativas  do  método de  Peixes, com seu idealismo, sua combatividade e sua separatividade em todos os campos – religioso, político e  econômico. Mas  a  era  da  síntese, da  inclusividade  e  do  conhecimento  está  sobre  nós, e  a  nova educação da Era de Aquário precisa começar muito suavemente e penetrar na aura humana.

IV – A  educação  é  mais  do  que  treinamento  de  memória  e  mais  do  que informar uma criança ou um estudante sobre o passado e suas façanhas. Esses fatores têm seu valor e o passado deve ser compreendido e estudado, pois  dele  deve crescer o que  é  novo  sua  floração  e  seus  frutos. A  educação  envolve  mais do que a investigação de um assunto e a formação de conclusões  subsequentes, levando  a  hipótese   que, por sua vez, levam a ainda mais investigação e conclusões. A Educação é mais  do  que  um  esforço sincero para preparar uma criança ou um adulto para ser um bom cidadão, um pai inteligente e não constituir  qualquer  encargo ao  Estado. Tem  uma  aplicação  mais ampla do que produzir um ser humano que venha a ser um proprietário  comercial  e  não  uma  responsabilidade  comercial. A  educação  tem  outros  objetivos  além  de  tornar  a  vida agradável  e  assim  capacitar  homens  e  mulheres a adquirir uma cultura que lhes permitirá participar com interesse de tudo que transpira nos três mundos das questões humanas. É tudo o acima , mas deveria ser muito mais.

V – A educação tem três objetivos principais, do ponto de vista do desenvolvimento humano:

Primeiro,   como   foi   entendido   por    muitos,  deve  fazer  de  um  homem  um  cidadão  inteligente,  um  pai  sábio  e uma personalidade  controlada;  deve   adequá-lo  para  desempenhar  seu  papel  no trabalho do mundo e capacitá-lo para viver de modo pacífico e útil, em harmonia com seus vizinhos.

Segundo,   deve  capacitá-lo  para  preencher  a  lacuna  entre os vários aspectos de sua própria natureza mental, e nisto jaz a maior ênfase das instruções que me proponho a dar-vos.  Na filosofia esotérica somos ensinados que no plano mental há três aspectos  d a mente, ou  daquela criatura  mental  que  denominamos  homem. Esses três  aspectos  constituem  a parte mais importante de sua natureza:

1 – Sua  mente concreta inferior, o princípio  do  raciocínio. É a este aspecto do homem que nossos processos educacionais se dedicam.

2 – O  Filho   da  Mente  a  que  chamamos  Alma. Este  é  o  princípio  da  inteligência  e  é  denominado  por muitos nomes na literatura   esotérica,  tais  como  o  Anjo Solar, os Agnishvattas, o  princípio Crístico, etc.  Com  este,  a  religião  no  passado afirmou ocupar-se.

3 – A mente abstrata  superior, o guardião das ideias, mensageiro da iluminação para a mente inferior, desde que essa mente inferior esteja em comunicação com a alma. Deste mundo das ideias a filosofia tem declarado ocupar-se.

Poderíamos denominar estes três aspectos:

               A mente receptiva, a mente com a qual lidam os psicólogos.

               A mente individualizada, o Filho da mente.

                      A mente iluminada, a mente superior.

Terceiro, a lacuna  entre a mente inferior e a alma tem de ser preenchida e, por estranho que pareça, a humanidade sempre o percebeu  e  daí  ter,  consequentemente,  falado  em  termos  de   alcançar  a  unidade, ou  fazer  a  unificação, ou  efetuar o alinhamento. São todas tentativas para expressar esta verdade percebida intuitivamente.

VI – A  educação  também  deveria  se  preocupar,  durante  a  nova  era,  com  o  preenchimento  dessa  lacuna  entre os três aspectos   da   natureza  da  mente:  entre   a  alma  e  a  mente   inferior, disso  resultando  a   unificação  entre  a  alma  e  a personalidade;  entre  a  mente  inferior, a  alma  e  a  mente superior. Para  isso  a   humanidade, o   trabalho  da  construção da  ponte  pode  prosseguir  numa  escala relativamente  ampla. Sobre  o  assunto  não necessito me alongar, pois diz respeito às técnicas da Sabedoria Antiga, sobre o que já vos revelei bastante em meus outros livros.

VII – A  educação  é,  por  isso, a  Ciência do Antahkarana. Esta ciência  e este  termo são  a  maneira esotérica de expressar a verdade  sobre a necessidade  desta  construção  da  ponte. O   antahkarana   é  a  ponte  que  o homem constrói – através da meditação, da compreensão e do mágico trabalho criativo da alma – entre  os  três  aspectos  da  natureza  de  sua mente. Por essa razão, os objetivos primordiais da educação vindoura serão:

1-  Produzir  o  alinhamento  entre  a  mente e cérebro através  da correta  compreensão  da  constituição  interna do homem, particularmente do corpo etérico e dos centros de força.

2 – Edificar,  ou  construir,  uma  ponte  entre  cérebro-mente-alma produzindo assim uma personalidade integrada, que seja uma firme expressão do desenvolvimento da alma, moradora interna.

3 – construir  a ponte  entre  a  mente inferior, a  alma,  a  mente  superior, para  que  a iluminação da personalidade se torne possível.

VIII – A   verdadeira  educação  é,  consequentemente,  a  ciência de unir as partes integrais do homem, e também de ligá-lo, por sua  vez, com  seu  ambiente  imediato, e  daí  com  o  todo  maior  no qual terá de desempenhar seu papel. Cada aspecto, visto   como   um   aspecto  inferior,    pode  sempre   ser  simplesmente    a  expressão   do  superior  seguinte.  Nesta   frase expressei   uma   verdade  fundamental  que  engloba  não  somente  o  objetivo, mas  mostra  também o problema ante todos os  interessados  na  educação. Este problema  é avaliar com precisão  o  centro,  ou  foco, da atenção de um homem e indicar onde a consciência está centrada primordialmente. Ele deve então ser treinado de tal maneira que uma mudança daquele foco para um  veículo  superior  seja  possível.  Podemos  também  expressar  esta ideia  de  uma  maneira  igualmente   verdadeira dizendo  qu e o  veículo que parece de suprema importância pode tornar-se, e deveria tornar-se, de importância secundária à medida que se transforma, simplesmente, no instrumento daquilo que é superior e a si mesmo. Se o  corpo astral (emocional) é   o   centro  da  vida  da  personalidade, então  o  objetivo  do  processo  educacional  imposto  à  matéria  será  de  fazer   da natureza   mental   o   fator dominante, e  o  corpo astral, por  isso,  torna-se  aquele   que  é   impressionado pelas condições ambientais  e  é sensível às  mesmas, mas  sob  o  controle  da  mente.  Se  a  mente  é  o centro da atenção da personalidade, então  a atividade da alma precisa  ser  trazida  à  expressão  mais  completa; e  o  trabalho  assim prossegue, continuamente, o  progresso  se  processando  passo  a  passo  até  que  o  topo  da  escada  seja alcançado; Deveria ser anotado aqui que esta exegese  inteira    da  mente  e  da  necessária  construção  da  ponte, não   passa  da  demonstração  prática  da  verdade   do aforismo   ocultista  de  que  “antes  que  um homem possa palmilhar o Caminho,   precisa  torna-se  o  próprio   Caminho”.  A antahkarana   é   simbolicamente,  o  Caminho. Este  é  um  dos paradoxos da ciência esotérica.  Passo  a  passo, de  estágio  a estágio,  construímos   esse  Caminho,  do   mesmo   modo   que  a  aranha  tece  seu  fio.   É   aquele  caminho  de  volta   que desenvolvemos de dentro de nós mesmos: é aquele Caminho que também encontramos e trilhamos.

O  texto  em  si  é claro, mas não pode se dizer que um processo ocorre, nem quando ou como. Durante mais de trinta anos observando médiuns  e  as  manifestações  de  “espíritos”,  pudemos indagar se não haveria um motivo oculto, e como as manifestações aparentam estar seguindo  ordens,  da existência de uma hierarquia que as comanda, seja nos planos maiores seja nos planos chamados inferiores, se é  que  se  pode  falar  como  tal.  Parecia-nos  sem  sentido  a  incessante  manifestação  de fantasmas,  de  espíritos  de  mortos  e assistirmos  doutrinadores  dizendo   “Segue  esta  luz”, ou “Em  nome  de  Jesus  isso... em nome  de  Jesus  aquilo!”, pois  quando  nos projetamos  astralmente  para  confirmar  o  ocorrido,  não  vimos  nem  luz  nem  a  presença  de  entidades do astral superior, e sim a construção  mental  do  praticante,  o  que  se  confirmava  no  fato  de  que na semana seguinte voltava com a mesma manifestação. A conclusão  era  de  que  tinha  pouca  fé  e  isso anulava o trabalho, e uma dúzia de baboseiras neste porte. Nos caos em que houve uma transformação ou  presença  esta  fazia  parte  da  memória  do  passado,  todavia  quando as manifestações eram de locais diferentes, outras épocas antigas ou remotas, não sabiam e nem reconheciam o que era mencionado, o que nos levou a concluir que as   invocações e apelos poderiam estar senão erradas pelo menos incompletos.

O  estudante  comum e o médium não possuem condições de avaliar e perceber por si o que é comentado, retomamos as investigações, e  conforme  mencionado  em  nosso  artigo  anterior, procuramos levantar questões que foram diluídas  nos livros anteriores, voltados para  a   prática   desenvolvimentista,  mas   não  contém   as  reflexões   que  originam  e  antecedem  a  própria obra,  supondo  que  a experimentação  fosse  suficiente  e  levaria  o  estudante  às  reflexões,  e  o  desejo  e  a  vontade de ir além fossem suficientes. Não contamos  com  o s amplos  recursos  da  mídia controladora cujo objetivo não levar adiante nem promover o desenvolvimento, menos o despertar  da  consciência, educados  para  uma vida comum e normal, que entendemos de consumo e sujeição. Por outro lado somente alguns dentre os formados em áreas humanas possuem condições de acompanhar e assimilar os questionamentos de Sartre à Foucault, passando por  Nietzsche, parte  desta  filosofia  tão  existencialista  quanto crítica, que constituem as bases de um novo iluminismo, às quais se somam os resultados mais avançados da Física e da Psicologia (Física Quântica e Psicologia  Transpessoal, por exemplo).

O educador fica num impasse, conduz aqueles que respondem, cada vez menos à medida que precisa de resposta maiores ou permanece limitado no que o grupo almeja e não são as questões finais da existência.

Lemos  as   instruções,  conhecemos  o  trabalho  de  Blavatski, da  qual  o  trabalho  de  Besant  e  Bailey  são  desdobramentos,  senão diretamente  pelos  autores  senão  pelas  fontes  de inspiração, a presença tanto de um conhecimento específico a que tiveram acesso quando da  presença  de  “mestres” que o encaminharam. O que nos encaminha para a questão de haver um algo mais que nos escapava na prática  mediúnica,  e  que  buscamos  ainda  na  década  de  noventa,  quando  acentuamos desde as práticas iniciais a condução das energias  ao  longo  dos  canais  da  coluna  “para  dentro  e  para cima”, mas terminadas as práticas em aula as práticas pessoais não se sustentavam. No  começo  do  século  XXI, passados  anos  de observação e insistência, com muitos interessados ficando pelo caminho, retomamos as discussões iniciais e as práticas profundas de observação dos corpos.

Chegamos  a  um  reexame das condições internas e dos impeditivos, e detectamos outros fatores incidindo sobre os comportamentos, ainda que de médiuns especiais:

a-Os   agentes   químicos   atuando  na   estrutura  orgânica, dentre  eles  a  questão  da   água,  flúor,  cloro  e   metais  pesados,  com o consequente bloqueio da glândula pineal.

b- A  alteração  da  atmosfera  afetando  a  qualidade  da  energia vital absorvida pela respiração e a redução das práticas respiratórias, ambientes fechados ou sem condições de ventilação adequados.

c- Dos alimentos  alterados  pelo  empobrecimento  do  solo, adubos  artificiais  alterados,  como  a  ausência do cloreto de magnésio, e outros elementos.

De  que  forma  o  limite  físico  determina  o  limite  espiritual?  É a isto que nossa observação atual remete, que pode ser um limite de compreensão  de  muitos  dos  presentes,  devemos  retomar  à  questão,  como tivemos de fazer com o artigo anterior sobre educação oriental  e ocidental? O  limite  encontrado  pode  ser  uma  construção  consciente  que  some  os  efeitos da mídia, dos eletrônicos, de componentes  neles  instalados  e  mais  a  contaminação química o que pode ser observado pelo cuidado e tipo de alimentação a que se dispõem no primeiro mundo.

1- Sobre as  manifestações  dos  espíritos nos  espiritismos mencionados, ficou claro que eles correspondem aos estágios evolutivos de todas  as  criaturas  deste e  de outros planos e correspondem por sua vez ao passado dos médiuns ou deles fazem parte, ficando assim dentro do âmbito pessoal dos médiuns, e raramente indo além, influenciado e influenciando suas necessidades, interesses e condições. Raramente há a condição para que qualquer criatura do astral superior ou de outros reinos possam se manifestar, o limite imposto pelo médium  e suas  intenções, que podem ser reforçados pela doutrina seguida, pela corrente doutrinária, pela “linha” e os conhecimentos aceitos pela instituição e quem a dirige.

As  manifestações  pertencem  ao  plano da personalidade e estão dentro das dimensões ou subplanos da personalidade, ego inferior ou eu:  físico,   etérico,   emocional  e    intelectual,  cada  um  com   seus  sistemas  de  distribuição  e  sua   energia  correspondente.   As manifestações  não  podem  despertar o médium interiormente, nem ir além da condição em que estão, e somente podem conduzir até seu próprio limite. Há entidades em todos os reinos que são condutores, mas em geral estas conduzem até  onde estão e algumas delas servem de  canal  para  outras  que  atuam  no  astral superior, sendo  intermediárias,  e  estas  continuam  conduzindo  adiante. Sendo percebidas atuando além da morte do indivíduo e na condução do mesmo durante um ciclo de encarnações.

Como  ficou claro nas instruções e no artigo 1, os estudantes permanecem tendo como seu parâmetro a vida física,  a personalidade e o momento atual, mas a prática espírita pode sim ser um auxiliar e as criaturas que se manifestam ao ganhar consciência de seu estado e ser  conduzidas  além, permitem  que as energias com que se constroem os corpos também ganhem um movimento e sejam conduzidas para cima, quando  uma  profunda  transformação  tem  início. É  o que observamos ao conduzir as energias até o frontal, revertendo a tendência geral e  dando  uma  direção  consciente, antinatural,  invertendo  o  movimento  das  forças  e  isso sim leva á uma profunda possibilidade de transformação do praticante: “para dentro e para cima”, todo o tempo. O fizemos em aula, com o  auxílio do outro,  ou isolados, ou   em  círculo, mas  conduzimos  para  cima  em  direção  do  coronário  hipotético, toda  a  energia, incluindo  a  sexual  pela respiração, pelos mantras, pelos atos.

Aconteceu o  contato! Por  segundos,  por horas, dias  ou até uma semana, mas aconteceu, mesmo com os menos graduados presentes na sala, aconteceu o contato!

Como a alma se comunica, de que forma saberei? Perguntam os mais simples.

Como luz, respondo na maior simplicidade, como luz!

Deixem-se  envolver  pelas  vibrações  oriundas  do coronário e que elas se estendam através do cérebro-mente envolvendo tudo o que são e fazem e deixem  que  ocorra, que  os  transforme, que  os  conduza. Aceitem  a  presença superior de si  mesmos, pois é isso que somos, a soma  dos  corpos  e  por  eles  e  neles  nos manifestamos  nós  que  somos  um, nós  que  somos o três vezes três dos corpos internos e a primeira resposta é maior que a expectativa, nos conseguimos, de alguma forma e maneira estamos conseguindo.

Comentário sobre um tema atual

Compreendendo a mentalidade Ocidental e a Oriental

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É  muito  difícil  para  um  estudante  compreender  o  que  está  acontecendo  à  sua volta e dentro de si, aparentemente envolvido em conflitos pessoais,  com  o emocional  conflitado  e  energeticamente  vulnerável,  termina  raciocinando  e  interpretando  os  fatos  do  modo  como foi  educado  e isso por décadas, desabituado a refletir sobre sua própria identidade, conclui com seu cérebro centrado na mente. Avançar  deste  estágio  tem  sido  um  esforço  sobremaneira  difícil e  o  desperdício  enorme.  Tendo  me  defrontado  com  a questão  humana,  por décadas tentamos criar as condições para a expansão da consciência em médiuns, e afirmar a  teoria  dos corpos como  base  de  sua  compreensão  e  entendimento dos mundos. Engatinhamos no esforço, esbarrando numa muralha intransponível  a menos  que  alguns  fundamentos  sejam assimilados e haja inúmeras obras com esta finalidade, é uma questão de consciência, e sobre isto  reforçamos   os  esforços   destes  autores  como  base  para  uma  releitura  de  nós mesmos. Que possam  ler  nestas páginas um pouco do que sempre deveria estar em suas mentes, como    comenta o Dr. Jung:

“A   consciência   ocidental  não  é  de  modo   algum   a  consciência  geral,   mas   um  fator  historicamente  condicionado   e geograficamente limitado, representativo apenas de uma parte da humanidade. A  expansão da nossa consciência não deveria produzir-se em detrimento de outros tipos de consciência,  mas  sim, pelo desenvolvimento  dos  elementos  de  nossa psique que   são  análogos  aos  de  uma  psique  estrangeira,  assim como o Oriente  não  pode  prescindir de nossa técnica, ciência e indústria. A  invasão  europeia  da Ásia foi um ato de violência em grande escala e impõe-nos o dever – “noblesse oblige” – de compreender  a  mentalidade  oriental.  Isto talvez seja mais necessário do que nos damos conta atualmente” ((The Secret of the Golden Flower, p. 136) em Do Intelecto à Intuição, Alice Bailey, p. 13).”  

Esta compreensão é acentuada no texto seguinte da mesma obra:

“A ciência  é  a  melhor  ferramenta  da  mente  ocidental, com  ela podem ser abertas mais portas que com as mãos. Assim, é a  parte  da nossa  compreensão, e só obscurece a nossa visão  interior  quando  pretende ser a única maneira de se alcançar o conhecimento.  Mas  foi  o  Oriente que nos ensinou uma compreensão através da vida. Não  conhecemos este caminho senão vagamente,  como  um simples  sentimento  impreciso, tirado  da  terminologia  religiosa  e,   como  consequência,  colocamos facilmente  a  sabedoria  oriental  entre  aspas  e  repelimo-la  para  o  domínio  obscuro da fé  e  da  superstição.  Mas  assim fazendo, o realismo oriental fica inteiramente    incompreendido.  Não  consiste  em  intuições  sentimentais exageradamente místicas,  quase   patológicas,   emanando    de  reclusos  ascetas  e  lunáticos.  A  Sabedoria   do  Oriente  está  baseada  num conhecimento prático... que não temos a mínima justificação para subestimar” (O. citada, p. 78).

A   construção   de   uma   consciência  superior pode ser facilitada pelo uso das faculdades mediúnicas, como quando nos perguntamos qual  a  natureza  última  do  médium,   e  o  que  significa  seu  aparecimento  real  a  partir   da  segunda  metade  do  século XIX,  não queremos   dizer que  não  existiam antes,  mas o fenômeno  espírita  pode, e  seguramente  foi, construído como um recurso da Alma, neste  processo que tanto possibilita  o resgate de milhões de criaturas como a percepção da continuidade da própria existência, e essa afirmação da continuidade das vidas e seu encadeamento é um conhecimento oriental.

Como seguem os comentários de Bailey:

“ É  no  exercício  da  mente  que  está  o  nó da questão. A  mente  humana  é aparentemente  um  instrumento que pode ser empregado em duas direções. Uma é para o exterior: a mente, ao  funcionar  neste modo, registra os nossos contactos com o mundo  físico  e  o  mundo mental em que vivemos, e reconhece as condições emotivas e sensoriais. É  o  registrador  e  o que correlaciona   as  nossas  sensações,  reações e tudo o que lhe é transmitido por intermédio dos cinco sentidos e do cérebro. É um   campo   de   conhecimento  que  foi  largamente estudado e os psicólogos fizeram grandes  avanços  na compreensão dos processos  de  mentalização.  “Pensar,  diz-nos  o  Dr. Jung,  “é  uma  das  quatro  funções psicológicas básicas. É esta função psicológica  que,  de  acordo  com as suas próprias leis, modela as representações dadas em suas conexões conceituais. É uma atividade  perceptiva,  tanto  passiva  como  ativa. O  pensamento  ativo  é  um  ato  de  vontade,  o  pensamento passivo uma ocorrência (Bailey, Do Intelecto á Intuição, p. 14).”

Nesse   sentido refletimos sobre o que é espiritual, e sobre a natureza da mediunidade e do médium, um tipo de inteligência, conforme Gardner,  mas  o  que  é   isto  e  como  entendemos  que  seja  exercida  a  função  mediúnica? É  o   pensamento  sendo  formulado   e abastecido   pelas  impressões  fornecidas  pelos  sentidos  agora  aguçados, e  com  isso  experimenta  além  de  seus limites e termina reconhecendo  a  existência das dimensões, o que somente pode ser feito pela  meditação  profunda  e  pelo  longo  treino  da  condição mística,  assim   encontramos   a  grande  maioria  dos  médiuns  atingindo o limite dos corpos, experimentando  o  astral,  no  entanto, sem  a   reflexão  e  a   ajuda,  terminam    envolvidos  pelos   aparentes  conflitos   vividos  dos  corpos  inferiores,   físico,  energético, emociona l e  conceitual, mas  ao  invés  de  ir  além  e  com  isto  se  aproximar  da  alma,  retorna  ao  mais  simples e mais denso. Não transcende  nem  explora   o  astral,  pois  o  que  determina  as ações não é alma, mas a sua existência física. Como é possível?  Para o místico  e  para  o oriental a Alma não é uma  questão  como  veremos  em  seguida, é uma afirmação, mas para o ocidental o centro da existência   está   na  pessoa,  e   o  espiritual  aqui  é  o  que  ocorre  dos  corpos  energéticos  até  os  pensamentos,  cuja  origem  não investiga. Este comportamento pode ser resultado de uma soma de elementos dentre os quais salientamos:

“ No   passado,  a  educação  era  largamente  colorida  pela  teologia  e os seus métodos eram ditados pelos homens da Igreja. Agora,  o  vasto  corpo  do  ensino  é  formado  pelo  Estado;  toda  a  tendência  religiosa   é   ignorada,  tendo  em  conta   as numerosas   Igrejas   diferenciadas,  e  a  tendência  do   ensino  é  quase  toda  materialista  e   científica.   Antigamente,  no Oriente  e  no   Ocidente  não  tínhamos  senão  a   educação dos membros mais altamente evoluídos da família humana. Hoje temos  a  educação  das  massas. Para  bem  compreender  a  educação futura e, cremos, superior, estes dois  fatores  devem estar   presentes  no  espírito,  porque  será  numa síntese dos dois métodos – educação do indivíduo e das massas, educação religiosa   e   científica – que   se   encontrará   o  caminho. Como  todas  as  coisas  neste  período   de  transição,  os  nossos sistemas educacionais estão num estado de flutuação e mudança. É  geral  um  sentimento  de que muito se fez para elevar o nível da mente humana, simultaneamente a uma profunda  corrente  de  descontentamento  quanto  aos  resultados;  põe-se em  causa  se  nossos  sistemas  de  ensino  estão  alcançando  o  máximo  benefício.  Apreciamos  o  enorme  avanço  que  foi realizado  no  curso  dos  últimos  duzentos  anos  e, contudo, perguntamos se no fim de contas tiramos da vida tudo o que se poderia obter, das pessoas, com um sistema adequado de treino e desenvolvimento (O. Citada, p. 23).”

“Sob  o   sistema  bramânico, no  Oriente,  e nos  monastérios  do Ocidente, dava-se uma cultura especial àqueles que podiam aproveitar  e   produzir  indivíduos  excepcionais   que,  até  hoje,  puseram  a  sua  marca  no  pensamento humano. O   nosso mundo  ocidental  moderno substituiu isto pela educação  das  massas. Pela  primeira  vez  milhares  de  homens  aprendem  a servir-se   das  suas  mentes.  Começam   a  afirmar  a  sua   própria   individualidade  e  a  formular as suas próprias ideias. A liberdade  de  pensamento, a  libertação  do  controle  das  teologias  (religiosas ou científicas)  são  os  gritos   de  guerra   do presente  e  muito tem sido ganho. As massas começam a pensar por si próprias, mas é um pensamento da massa, e a opinião pública  temerária molda o pensamento tanto como outrora as teologias. O pioneiro tem tanta dificuldade, hoje em dia, como no   passado,  para  fazer-se   sentir   no  mundo  do  pensamento  e  das  realizações. A  grande  roda  da  vida  gira  e   talvez devêssemos  voltar  ao  antigo  método  de  instrução   especializada   em  proveito  do indivíduo  especial;  reversão  que  não implicará uma rejeição da educação das massas. Deste modo, talvez consigamos finalmente  unificar os métodos do passado e do Oriente com os do presente e do Ocidente (O. Citada, p. 25)”.

O  momento  atual  é  de  profunda  revisão  dos valores e das intenções finais, questão de macroeconomia, e de infraestrutura de cada segmento  da  sociedade  humana, que  pode  ser  entendida  como  sendo uma crise e, no entanto representam uma transição. Escreve Bailey:

“Haverá   com  certeza  no  processo  da  educação,  qualquer  coisa  mais  do  que  apenas  para  preparar  o homem, em vista da  luta  pela  vida  e  da adaptação  ao  meio  arbitrário?  A humanidade  deve  ser conduzida para o futuro e para a realização mais  vasta  e  profunda.  Deve  ser  equipada  de  maneira   a  fazer  face  a  todas  as   eventualidades  de  modo  a  obter  os resultados mais elevados e melhores. Os poderes dos homens devem ser conduzidos  à  sua   plena  expressão  construtiva. A realização  não  deve   ter  limite   padronizado   que,    uma   vez    atingido,   deixe    as   pessoas   complacentes,  satisfeitas consigo  mesmas  e,  por  conseguinte,  estáticas. Elas  devem  ser  sempre conduzidas dos estágios de realização mais baixos até  os mais altos, e a faculdade de conhecer deve ser expandida de maneira perseverante. A expansão  e o crescimento são a lei da vida e enquanto  a  massa  dos   homens  deve  ser  elevada  por  um  sistema  de  educação suscetível de proporcionar o melhor   bem   ao  maior  número,  o  indivíduo    deve   receber  sua   herança   plena  e  deve  ser  providenciada  uma cultura especial  que  faça crescer e fortificar os mais perfeitos e os melhores entre nós, porque no seu aperfeiçoamento se encontra a  promessa  da  Nova  Era. O  inferior  e  o   atrasado  devem também submeter-se a um treino especial a fim de atingirem o modelo  elevado  que  os  educadores  fixaram. Mas  é d e uma importância maior ainda, que nenhum, homem com aptidão ou equipamento especial seja mantido no nível estático do modelo de massa das classes educadas (O. Citada, p. 27).”

Pretender que os mais apto  sejam  reconhecidos  é  uma  meta, uma  diretriz, uma  intenção  qu e deveria determinar toda a atividade educacional, é  a  diferença  entre  o  educador  e   o  professor,  é  para  onde  se  olha, mas  buscando  os  diferentes,  e  a  diferença, encontramos  as  inteligências  e  a  teoria das inteligências  múltiplas,  quando  olhamos  mais  além  encontramos  a teoria dos corpos, um  nível  a  mais, um  desafio a mais, e o médium é um diferente e precisa de  um  treino  e de uma educação especial que lhe permita lidar com as informações  que  produz   com  seu  equipamento  interno  que  aparentemente  não   quis   ter,  senão   pelas   condições intangíveis   até  que  possa   desdobrar-se   ou   observar   por   si  mesmo  a  própria construção,  mas  isso ainda é uma dificuldade  a superar   e  uma   questão  de   expansão  de  consciência,  construção   essa  que  ocorre  em  vidas, em  sucessivas  encarnações,  que podem  ser  “assistidas”  em  transe  mediúnico  dirigido  e em grupos de desenvolvimento, é parte das percepções que se obtêm com a ativação dos centros, impressões, percepções,  e  sensações  que surgem   na   mente  privilegiada  daquele  que  opta  pelo  despertar. A reflexão que cabe aqui, ainda é encontrada na obra referida, sobre como fomos educados.

Toda  a  resistência  que  temos  encontrado  é  aquela  de  quem  foi “educado” até certo limite e condicionado tanto pela sociedade de consumo  e  seus  valores  artificialmente   impostos,  como  pelo  sistema  educacional,   que  segue  as  tradições  ao  invés  de  seguir paralelo a elas. Por  isso  os  médiuns representaram uma ameaça para o discurso religioso condicionante, para as grandes religiões que não possuem entre seus fundamentos a iniciação ou construção interior e é por isso que  suspeitamos  amparados  em muitos  indícios, que  o  médium é parte dos recursos da natureza para conduzir o homem para além de seus limites, que de outro modo representariam uma dificuldade extrema para a evolução da raça.

“Tanto  o  Oriente  como  o  Ocidente  parecem  sentir  que  um sistema  de  educação  que  não  conduza realmente o homem desde  o  mundo  das  necessidades  para  a  mais  vasta  consciência  das  coisas   espirituais  falhou   na   sua   missão  e  não responderá à aspiração intensa da alma humana. Falta  muito  num  desenvolvimento  que  faz  parar  muito  cedo  o  intelecto e  ignora  a  faculdade  demonstrada  pelas  melhores  mentalidades  de  perceber   intuitivamente  a  verdade. Se  deixa  seus estudantes com  mentes  fechadas  e  estáticas,  deixa-os  também sem equipamento que lhes permita  alcançar  estes  sutis intangíveis  “quatro  quintos  de  vida”.  Deve-se   abrir  a  porta  para  os  que  podem  ir além do desenvolvimento acadêmico mental, em  relação  ao  plano de vida físico. Devem ser cultivados, treinados e uma educação dada, adaptada ao  que há neles de mais elevado   e   de melhor.  Uma  tal  educação  requer  uma  percepção  exata  do  crescimento,  do  estado  individual, e uma  compreensão  exata  do  crescimento,  em  cada  caso  da  etapa  seguinte.  Isto  necessita  de  clarividência,  simpatia  e compreensão da  parte  do professor. Há entre os educadores, uma compreensão crescente desta necessidade de impulsionar os  processos  educativos   mais  avançados  e,  portanto,  de  elevar  os que estão  submetidos á sua influência do domínio do intelecto  puramente  analítico e crítico, até os planos da razão pura e da percepção intuitiva...  Pode-se  dizer  que os nossos sistemas  de  educação modernos originam isto? Não é a mente padronizada e mantida baixa pelo nossos sistema de massas e pelo método que consiste em cobrir a memória de fatos mal assimilados (O. Citada, p. 29)”?

Parte da diferença pode ser finalizada na consideração seguinte.

“Esses  dois  métodos de aperfeiçoamento do homem e sua elevação até um padrão de massa, e a produção da emergência do novo tipo, a alma, constituem  a  principal  distinção entre os métodos educacionais ocidental e oriental. O contraste entre os dois  modos  de  desenvolvimento  é  dos mais instrutivos. No  Oriente,  temos a cultura atenta do indivíduo, as massas foram deixadas   praticamente  sem   educação. No  ocidente,  temos   a educação  coletiva,  mas,  geralmente  falando,  o  indivíduo permanece   sem  qualquer  cultura   específica.  Esses  dois  grandiosos  e  divergentes  sistemas  produziram,  cada um, uma civilização  que  expressa  o  seu gênio  e  manifestações particulares, mas também os seus marcantes defeitos. As premissas  sobre  as  quais  estes sistemas estão baseados diferem grandemente e é valioso considerá-las porque é na sua compreensão e na sua união final que talvez seja encontrada a solução para a nova raça, na Nova Era.

Primeiro:  No  sistema  oriental  assume-se que em toda a forma humana habita uma entidade, um ser chamado Ego ou Alma. Segundo:  este  Ego  utiliza  a  forma  do  ser  humano  como instrumento, ou  seu  meio  de  expressão,  e    manifestar-se-á finalmente,    pela    soma   dos   seus  estados  mentais   e   emotivos,  utilizando  o  corpo   físico  como   seu  mecanismo de funcionamento  sobre  o  plano  físico  como  seu  mecanismo  de   funcionamento sobre o plano físico. Finalmente, o controle destes  meios  de  expressão  está submetido à lei de Renascimento ou Reencarnação. Pelo processo evolutivo (que prossegue durante  numerosas  vidas  num  corpo  físico)  o  Ego  constrói  gradualmente  um  instrumento apropriado à  manifestação e aprende a dominá-lo. Assim o Ego  ou  Alma  torna-se realmente criativo e autoconsciente no mais alto sentido, ativo no  seu meio ambiente, manifestando assim, perfeitamente, a sua natureza verdadeira. Finalmente,  ganha  a libertação completa  da forma,   da   escravidão  da  natureza  dos   desejos  e  da  dominação  do  intelecto.  Esta  emancipação  final    e consequente transferência   do   centro  da  consciência  do  reino  humano  para  o  reino  espiritual  é  apressada   e  alimentada  por  uma educação  especializada,  chamada  processo  de  meditação,  que  é   superimposto   a   uma  mentalidade  sábia e largamente cultivada. O  resultado  deste  treino  individual  e  intenso  foi  espetacular ao  extremo. O  método  oriental   é  o  único  que produziu os Fundamentos  de  todas  as  religiões,  porque  todas são de origem asiática. E responsável pelo aparecimento das Escrituras  inspiradas  do  Mundo  que  moldaram  os   pensamentos  dos  homens, pela  vinda dos Salvadores Mundiais: Buda, Zoroastro,  Sri Krishna,  Cristo,  Lao-Tse,  e  uma  dúzia  de  outros,  assim como resultado desta técnica particular o Oriente produziu  todas  as  Grandes  Individualidades  que  deram  a  tônica  própria  para  a  sua  época  particular, e  o  ensinamento necessário  para  o  desenvolvimento  da  Ideia-de-Deus  na  mente  dos  homens, e  assim fizeram avançar a humanidade   na via    da    percepção   espiritual. O  resultado   exotérico  das   suas  vidas   vê-se    nas   grandes  religiões  organizadas.    No treinamento de indivíduos   altamente   desenvolvidos,   contudo   as  massas  na  Ásia  foram   negligenciadas,  e   o  sistema, em  consequência, sob o  ângulo  de desenvolvimento racial, deixa muito a desejar. O defeito do sistema é  o desenvolvimento de tendências  visionárias  e pouco práticas. O místico é frequentemente  incapaz  de  fazer face ás circunstancias ambientais e quando  se  insiste  unicamente sobre  o  lado  subjetivo  da vida, o bem-estar físico do indivíduo e da raça é negligenciado e desdenhado. As  massas  são  abandonadas  à luta, na ignorância, doença e imundície, o que começa a ser corrigido em alguns locais, mas a maioria da população mundial está nestas condições, paralelamente à mais alta iluminação espiritual de uma elite favorecida.

No  Ocidente   tem   lugar  o  inverso. O  subjetivo  é  ignorado  e  visto como hipotético e as premissas sobre as quais a nossa cultura se baseia são as seguintes:

Primeiro: Há uma entidade chamada ser humano, que possui uma mente, um conjunto de emoções e um aparelho de resposta pelo qual é posto em contato  com  o ambiente. Segundo: o seu caráter e  as  suas disposições dependerão do seu aparelho de resposta, da condição de seu intelecto e  da   natureza  das  circunstancias circunvizinhas. O  fim  dos  métodos  da   educação aplicado  em  bloco  e  sem  discriminação  é torná-lo apto fisicamente,  aberto  mentalmente,  e  fornecer-lhe  uma memória bem treinada, reações controladas e um caráter que o torne um instrumento social e um fator efetivo no corpo econômico.  A sua  mente  é  vista como  a  reserva onde são armazenados os fatos comunicados e a preparação dada a cada criança tem por fim  fazer  dela   um  membro  útil  da  sociedade, decente  e  auto-subsistente.  O  resultado  destas premissas é o oposto do Oriente.  Não  temos  nenhuma  cultura específica, suscetível de produzir Figuras Mundiais, tais  como as produzidas na Ásia; mas  elaboramos um sistema  de  educação  coletiva  e  desenvolvemos  grupo  de  pensadores.   Daí   nossas   universidades e escolas públicas  e privadas.  Estas  imprimem  a sua   marca   sobre   milhares  de  homens,   entandartizam-nos,   preparam-nos de tal  modo  que  resulta  um produto humano, possuindo  um  certo saber  uniforme,  uma  certa  acumulação  de  fatos estereotipados  e  uma  tintura  de  informação. Isto  significa que não temos  já  a  deplorável   ignorância  que  encontramos na  Ásia, mas um nível  bastante elevado de  conhecimento  generalizado. Assim  se deu origem ao que chamamos a civilização com as suas riquezas em livros e nas suas numerosas ciências. Isto  produziu a investigação científica do homem e os grandes grupos  em   oposição  às  grandes  individualidades...  contudo,   a  causa  é  a  mesma:  um  método  de   educação.  Os   dois processos são fundamentalmente corretos, não obstante,  necessitam-se  completar-se  um  com  o  outro. A  educação    de massas   no  Oriente  conduzirá   á  retificação   dos   seus  problemas  materiais,  cuja  solução  é  urgente.  No   Ocidente,   a cultura  do  indivíduo,  completada  por  uma cultura  da  alma  segundo a técnica vinda do Oriente, salvará a nossa civilização, em  marcha  para  a  destruição. O  Oriente tem  necessidade de Saber e Instrução; o Ocidente  tem necessidade de Sabedoria e da técnica da meditação. (Citada, p. 35 a 38).”

Tais considerações são atualíssimas e completam  nossos estudos sobre a mediunidade e sobre a necessidade de uma educação especial dos médiuns. O  sistema  dominante  precisa  ocupar todo o espaço da mente emocional e da  mente instintiva e não restar ao indivíduo senão as crises administráveis ou não que tenha em consequência de ter uma via de superfície.

Ele  sente  em  si  o s efeitos  de  uma  vida  polarizada  nos  corpos  inferiores,  mas  não possui condições de reverter a direção de sua existência  para  o  mais  profundo  de  si, o  que  é   possível  quando  a  direção  dos  atos   se   origina  ou  tendem  a  ser  dos  corpos superiores  ou  mais  sutis. É  nisto  que  vemos  uma  importância  para os médiuns que o sistema absorve e distorce mais uma vez, ele termina  interpretando sua existência e as manifestações do mesmo modo como realiza sua transformação em  vida, superficialmente, mas não entende assim,  é  sua  mente  que o faz compreender assim e age como se existisse nesta mente alguma verdade. É o véu  de maya  que  os místicos falam, mas condicionando o corpo e predominando a personalidade nada mais resta ainda que médium.  Tentará provar  para  si  mesmo  que  é  assim  e  continuará  seus  dias  na  esperança  de  que realizou um avanço. Avanço  sim ao permitir que criaturas  de  outro  tempo  e  espaço, senão  suas  próprias  existências  se tornem reais,  pode  não  avançar  como  um  todo, mas  de alguma  forma  realiza  um  avanço  possível  para  si  ou  para   aqueles  que  a  ele estão ligados. A Alma constrói seus caminhos e acha seus meios. Uns  poderão  aproximar  mais outros  seguirão  esperando  uma oportunidade, para alguns é o momento de realizarem um salto, para outros serão apenas canais.

OS: Outros artigos  seguirão  a  este  como  parte  do programa de desenvolvimento e assuntos complementares dos cursos presenciais e EAD, salientando  que  os  inscritos devem enviar suas considerações e correspondência como meio de validar a continuidade de envio de informações e de não desistência.

Comentários e resumos do livro Instruções Diárias

Uma  das  maiores dificuldades do período recém-findo (pag. 381, Instruções Diárias) em que o elemento do período no quaternário é o Fogo, o  elemento  do  Signo  é  a  Terra,  e  os  elementos  ocultos o Ar e a Água, é que temos de refletir no Zodíaco como parte de um sistema de desenvolvimento, um  sistema de orientações, pelo qual refletimos em nossos pontos frágeis, corrigindo comportamentos e ações e estabelecendo o equilíbrio. O  Zodíaco  é um sistema complexo de desenvolvimento e não um processo adivinhatório, o sistema complementar  é  o Sistema da Águia. Não é sem termos observado longamente que afirmamos que o período é de fortalecimento e de meditação. Os chacras são o dos joelhos, para os maçons e os esotéricos é um período de profunda reflexão, mas seguimos em  direção aos centros das pernas, e a reflexão vai sendo alterada.

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Comentários sobre espiritismo 1

Escrevi dois  livros  direcionados para médiuns e com a intenção de remover as dificuldades que alguns enfrentam ao lidar com seres ou criaturas, não tendo conhecimento sobre os mesmos e gerando confusões em geral de ordem conceitual ou moral, visto que o processo religioso  tem  se revestido do caráter da moralidade, um dos afundamentos do islamismo, do catolicismo e do judaísmo e é claro que o leitor, já  se  apropriou  do  conhecimento  necessário  sobre  as  religiões  do  mundo  e  sobre  a  história  das religiões, um estudo tão necessário  quando  o  de  História  Comparada ou de Geografia Humana, isto posto comentamos que sem um mínimo conhecimento de história  teremos  enormes  dificuldades  para  nos situar  no tempo e no espaço em que ocorreram os fatos da sociedade e da evolução humana. Contrariando a necessidade da visão histórica as escolas "ensinam" história por datas e fatos isolados e não em sua associação com o  movimento  social  e  a evolução gradual do homem, conhecimento este que nos permite situar no tempo e sem o conhecimento da Geografia, nem no espaço; associando os dois conteúdos poderemos nos situar no tempo/espaço em que tudo ocorre. A religião  faz a mesma  coisa,  tem  um  início,  meio  e  fim,  mas  se  afirma como sendo sempre existente de tal modo que seus adeptos raramente conhecem sua construção ao longo do tempo. Nem os começos, nem os desdobramentos e menos as implicações. 

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Comentário sobre a mediunidade 1

Os  textos  que  publico  no  facebook  tanto  sob meu nome como na Ordem da Confraria, tem como conteúdo e tema o esoterismo e o espiritualismo,  mas  sempre  em  todo  o  meu  trabalho  a  questão  da  mediunidade e do desenvolvimento interno que considere essa condição  é  essencial,  posso  definir  a  mediunidade  agora, nesta  como  sendo as antenas para o mundo, permitem o contato, outras apreensões das realidades que nos rodeiam e com isso alimentar o processo cognitivo com outras informações. Deixar de desenvolver é grave, não entender a importância de seu desenvolvimento, representou um retrocesso desde o século dezenove, quando Blavatsky e a Sociedade  Teosófica  abriram  o  caminho,  bastava  unir  aos  experimentos  acontecendo  em  França.  Não  foi  o  que  aconteceu. Os acontecimentos  políticos  e  econômicos  dominaram os interesses e determinaram o foco dos acontecimentos, mudam-se os critérios da riqueza das nações, surge a riqueza pessoal e isso muda tudo.

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